No plano nacional, o PSDB resolveu não mais assistir estático o socialista roubar todas as atenções. Lançou o nome do senador Aécio Neves (MG) como forma de colocá-lo desde já na ribalta sucessória.
A postura do governador, naturalmente, também reflete m Pernambuco, onde as costuras pela cadeira mais alta do Executivo estadual já consomem linhas e agulhas afiadas.
Mas os arremates estão condicionados ao rumo que Eduardo tomará. Todo mundo admite que é cedo, mas ninguém tem dúvida: o ciclo eleitoral de 2012 ainda nem se encerrou e o de 2014 já deu as caras.
O cientista político Thales Castro, professor da Universidade Católica de Pernambuco, diz que, ao assumir o discurso em defesa da divisão dos royalties de petróleo e do aumento de repasse de recursos para os municípios, Eduardo ganhou pontos junto aos prefeitos.
Isso, somado ao crescimento do PSB nas eleições deste ano, faz do governador uma força expressiva no país. “Mas ele pode não romper com o PT. Quando ele fala em ganhar o ano de 2013, sinaliza que é preciso manter as forças aglutinadas (em torno do governo e da reeleição da presidente Dilma Rousseff)”, diz.
Castro observa que para uma candidatura presidencial se viabilizar é preciso, além de base eleitoral, coligação forte e financiamento garantido para a campanha. O professor lembra que a afinidade do PSD com o governo federal deixam Eduardo numa situação delicada.
A análise do cientista coincide com o que pensa o PSDB. Tucanos acreditam que o governador dificilmente deixará a aliança com Dilma e muito menos se aliará à candidatura de Aécio.
Do Blog de Josué Nogueira
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