(Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco)
Publicado por Valdecarlos Alves
O PSDB vai decidir nesta segunda-feira (28) qual o tipo de medida judicial será tomada contra o ex-presidente Lula para que o petista explique o motivo de ter procurado o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para tentar adiar o julgamento do mensalão.
Segundo reportagem da revista “Veja”, desta semana, Lula ofereceu ao ministro blindagem na CPI que investiga as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários. O Líder do PSDB na Câmara, deputado Bruno Araújo disse estar estarrecido com as declarações do ex-presidente Lula de que teria o “controle político da CPI do Cachoeira” e que poderia oferecer “proteção” ao ministro Gilmar Mendes – lhe dizendo em encontro no escritório do ex-ministro Nelson Jobim que ele não precisaria se preocupar com as investigações em curso, em alusão a uma suposta viagem do ministro a Alemanha, acompanhado pelo senador Demóstenes e que teria sido custeada por Cachoeira (fato desmentido categoricamente por Mendes, que diz possuir documentos que comprovam o pagamento próprio de todas as despesas).
Ao mesmo tempo, Araújo afirma que “não é admissível que qualquer autoridade, especialmente um ex-presidente, tenha em seu poder informações fundamentais para as investigações e que, ao contrário de partilhá-las, faça uso político das mesmas utilizando-as inclusive para fazer ameaças veladas aos integrantes da mais alta corte do País. Esse tipo de intromissão no funcionamento do STF demonstra que Lula não tem a real dimensão do que representa a posição de um ex-presidente”.
“Nós já vínhamos denunciando a utilização político-partidária da CPI por parte de integrantes do PT e membros da base aliada do Governo. Esse episódio apenas comprova algo que é notório”, ressaltou o líder.Segundo Araújo, está cada vez mais clara a estratégia do Governo de limitar as investigações ao governador Marconi Perillo, apesar da inequívoca ligação do grupo criminoso investigado com outros governadores, especialmente o petista Agnelo Queiroz (DF). “Essa não pode ser a CPI de um partido e muito menos de um ex-presidente contra seus opositores e nem pode ser usada para desviar o foco do julgamento do Mensalão. A declaração do Lula pode comprometer a lisura das investigações da CPI e expor seu resultado e todos os integrantes da comissão ao descrédito”, lamentou.
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