Enviado por Ricardo Noblat -
Merval Pereira, O Globo
Não foi por acaso que seis organizações representativas da imprensa privada em países da América do Sul soltaram uma nota denunciando ataques à liberdade de expressão no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A situação atual na região mostra o paradoxo de governos democráticos criarem obstáculos à liberdade de expressão.
Dissemina-se pela região um movimento de contenção da liberdade de imprensa em diversos países onde TVs, rádios e jornais vão sendo fechados sob os mais variados pretextos, e muitos outros são ameaçados com diversas formas de pressão, seja financeira, seja através de medidas judiciais.
A nota das entidades ressalta essa questão financeira como parte de movimento coordenado de criação de um mecanismo “de prêmio e castigo”, que gera a criação em diversos países de uma imprensa “oficial e paraoficial” financiada pelos governos para deslegitimar as visões críticas e criar uma “cultura da intolerância” em relação aos órgãos de imprensa independentes.
Uma prática principalmente em vigor no Brasil e na Argentina, onde os governos montaram um aparato midiático financiado pelo dinheiro público. Os representantes dos seis países — Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru — preferiram não especificar as denúncias, tratando o assunto como uma questão regional, o que de certa forma dá uma dimensão mais grave aos problemas enfrentados, dando-lhes o caráter de uma orquestração política.
O amadurecimento democrático no Brasil nos torna uma exceção em um continente cada vez mais dominado por governos autoritários ou simples ditaduras.
Não foi por acaso que seis organizações representativas da imprensa privada em países da América do Sul soltaram uma nota denunciando ataques à liberdade de expressão no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. A situação atual na região mostra o paradoxo de governos democráticos criarem obstáculos à liberdade de expressão.
Dissemina-se pela região um movimento de contenção da liberdade de imprensa em diversos países onde TVs, rádios e jornais vão sendo fechados sob os mais variados pretextos, e muitos outros são ameaçados com diversas formas de pressão, seja financeira, seja através de medidas judiciais.
A nota das entidades ressalta essa questão financeira como parte de movimento coordenado de criação de um mecanismo “de prêmio e castigo”, que gera a criação em diversos países de uma imprensa “oficial e paraoficial” financiada pelos governos para deslegitimar as visões críticas e criar uma “cultura da intolerância” em relação aos órgãos de imprensa independentes.
Uma prática principalmente em vigor no Brasil e na Argentina, onde os governos montaram um aparato midiático financiado pelo dinheiro público. Os representantes dos seis países — Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru — preferiram não especificar as denúncias, tratando o assunto como uma questão regional, o que de certa forma dá uma dimensão mais grave aos problemas enfrentados, dando-lhes o caráter de uma orquestração política.
O amadurecimento democrático no Brasil nos torna uma exceção em um continente cada vez mais dominado por governos autoritários ou simples ditaduras.
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