Final da CPI do Cachoeira é imprevisível
Publicado Por: Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 5 de maio
Foi sábio o autor da frase segundo a qual CPI se sabe como começa, jamais como termina. O exemplo clássico foi a “CPI de PC Farias” que foi instalada para investigar tráfico de influência do tesoureiro da campanha de Fernando Collor, Paulo César Farias, e culminou com o processo de “impeachment” do presidente da República. A CPI do Cachoeira foi solicitada para apurar as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira, com políticos, e praticamente feriu de morte três governadores.
O alvo número um da CPI era o senador Demóstenes Torres, o maior “cara de pau” que passou pelo Congresso nos últimos 40 anos. Conforme o senador pernambucano Humberto Costa, que recomendou a abertura de processo contra ele na Comissão de Ética por ofensa ao decoro parlamentar, Demóstenes mentiu para os seus pares ao negar que tivesse conhecimento dos negócios escusos do seu amigo Carlinhos Cachoeira. E por ter faltado com a verdade deverá ter o mandato cassado.
Quanto à CPI propriamente dita, ela aparentemente está em boas mãos com o senador Vital do Rego Neto (PMDB-PB) na presidência e o deputado Odair Cunha (PT-MG) na relatoria. Mas o foco da questão não é este. O problema é que se ela for a fundo em suas apurações vitimizará os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), além de congressistas e ministros do STF. Pergunta-se, então: a República está preparada para esse desfecho?
Publicado Por: Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 5 de maio
Foi sábio o autor da frase segundo a qual CPI se sabe como começa, jamais como termina. O exemplo clássico foi a “CPI de PC Farias” que foi instalada para investigar tráfico de influência do tesoureiro da campanha de Fernando Collor, Paulo César Farias, e culminou com o processo de “impeachment” do presidente da República. A CPI do Cachoeira foi solicitada para apurar as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira, com políticos, e praticamente feriu de morte três governadores.
O alvo número um da CPI era o senador Demóstenes Torres, o maior “cara de pau” que passou pelo Congresso nos últimos 40 anos. Conforme o senador pernambucano Humberto Costa, que recomendou a abertura de processo contra ele na Comissão de Ética por ofensa ao decoro parlamentar, Demóstenes mentiu para os seus pares ao negar que tivesse conhecimento dos negócios escusos do seu amigo Carlinhos Cachoeira. E por ter faltado com a verdade deverá ter o mandato cassado.
Quanto à CPI propriamente dita, ela aparentemente está em boas mãos com o senador Vital do Rego Neto (PMDB-PB) na presidência e o deputado Odair Cunha (PT-MG) na relatoria. Mas o foco da questão não é este. O problema é que se ela for a fundo em suas apurações vitimizará os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), além de congressistas e ministros do STF. Pergunta-se, então: a República está preparada para esse desfecho?
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