DIARIO DE PERNAMBUCO
Juliana Braga julianabraga.df@dabr.com.br
Recife, quarta-feira, 2 de maio de 2012
Presidente espera que integrantes do Conselho Político também cobrem a redução dos juros

Dilma Rousseff manifesta insatisfação com os juros. Imagem: ROBERTO STUCKERT FILHO/PR
A presidente Dilma Rousseff decidiu convocar para hoje à tarde mais uma reunião do Conselho Político. A decisão surpreendeu até os líderes da Câmara e do Senado, que costumam ser quem pede o encontro. O tema será a situação econômica do país e a queda de braço que o governo tem mantido com os bancos privados para reduzir as taxas de juros. A iniciativa da presidente tem o objetivo de aproximar mais o Palácio do Planalto do Congresso.
Conforme ocorreu na última reunião do Conselho Político, em fevereiro, quem vai presidir o encontro será o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Logo no começo, fará uma apresentação da situação econômica do país, em um cenário diferente de dois meses atrás. Na época, ainda havia uma preocupação com a crise econômica internacional e em como ela poderia afetar a economia brasileira. Agora, a preocupação da presidente é a batalha que tem travado com os bancos privados para reduzir as taxas de juros e o spread bancário — a diferença entre o preço de compra (procura) e venda (oferta) de uma ação, título ou transação monetária. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também participa do Conselho Político.
A presidente tem se manifestado com frequência para criticar os altos juros pagos pelos brasileiros. Dilma mandou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal baixassem suas taxas, para constranger e forçar os bancos privados a fazerem o mesmo. Não satisfeita, a presidente determinou também a redução das taxas de juros para crédito imobiliário e as taxas de administração de alguns fundos de investimento.
Dilma não tem feito questão de esconder sua insatisfação e de reiterar que acredita que pode ser feito ainda mais. No pronunciamento que fez na noite de segunda-feira, por ocasião do Dia do Trabalho, a presidente subiu o tom e criticou em rede nacional a postura dos bancos. “Os bancos não podem continuar cobrando os mesmo juros para empresas e para o consumidor enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável, e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disparou.
Juliana Braga julianabraga.df@dabr.com.br
Recife, quarta-feira, 2 de maio de 2012
Presidente espera que integrantes do Conselho Político também cobrem a redução dos juros
Dilma Rousseff manifesta insatisfação com os juros. Imagem: ROBERTO STUCKERT FILHO/PR
A presidente Dilma Rousseff decidiu convocar para hoje à tarde mais uma reunião do Conselho Político. A decisão surpreendeu até os líderes da Câmara e do Senado, que costumam ser quem pede o encontro. O tema será a situação econômica do país e a queda de braço que o governo tem mantido com os bancos privados para reduzir as taxas de juros. A iniciativa da presidente tem o objetivo de aproximar mais o Palácio do Planalto do Congresso.
Conforme ocorreu na última reunião do Conselho Político, em fevereiro, quem vai presidir o encontro será o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Logo no começo, fará uma apresentação da situação econômica do país, em um cenário diferente de dois meses atrás. Na época, ainda havia uma preocupação com a crise econômica internacional e em como ela poderia afetar a economia brasileira. Agora, a preocupação da presidente é a batalha que tem travado com os bancos privados para reduzir as taxas de juros e o spread bancário — a diferença entre o preço de compra (procura) e venda (oferta) de uma ação, título ou transação monetária. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também participa do Conselho Político.
A presidente tem se manifestado com frequência para criticar os altos juros pagos pelos brasileiros. Dilma mandou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal baixassem suas taxas, para constranger e forçar os bancos privados a fazerem o mesmo. Não satisfeita, a presidente determinou também a redução das taxas de juros para crédito imobiliário e as taxas de administração de alguns fundos de investimento.
Dilma não tem feito questão de esconder sua insatisfação e de reiterar que acredita que pode ser feito ainda mais. No pronunciamento que fez na noite de segunda-feira, por ocasião do Dia do Trabalho, a presidente subiu o tom e criticou em rede nacional a postura dos bancos. “Os bancos não podem continuar cobrando os mesmo juros para empresas e para o consumidor enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável, e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disparou.
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