A despeito da declaração da presidente Dilma, ontem para os prefeitos, a proposta para os royalties do petróleo, em debate na Câmara, vai redistribuir as atuais receitas. "A Casa quer distribuir o que já está em produção", justifica o relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). O texto pretende garantir a receita dos Estados produtores, obtida em 2011, até o ano de 2023, mesmo em caso de queda na produção, que pode atingir o Espírito Santo e municípios do norte fluminense.
União resiste em ceder mais
Zarattini esteve com o governador Sérgio Cabral (RJ) apresentando a nova proposta. "O Cabral me disse que este era o melhor projeto até agora (para os produtores), mas que iria à Justiça por uma questão de princípio, pois não concorda em dividir o já licitado", contou Zarattini. Ontem, o relator reuniu-se com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Márcio Holland (secretário de Política Econômica) e Marco Antonio Almeida (secretário de Petróleo). Ele quer que a União ceda mais, além dos 10% de receita que já abriu mão. O governo não aceita, mas ainda haverá uma reunião com o ministro Guido Mantega.
"Do jeito que está, daqui a pouco vão soltar o Cachoeira e prender o Gurgel!” — Pedro Taques, senador (PDT-MT) para o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS).
Por Ilimar Franco de O Globo
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