A impressão que ficou da decisão da executiva nacional do PT, de anular o resultado da prévia vencida pelo prefeito João da Costa, é de um golpe. Reunidos com os cabeças e comandantes do PT, os auditores que passaram dois dias fazendo uma verdadeira varredura na lista dos votantes não puderam mentir.
Disseram que não houve fraude, mas falhas. Ora, falhas existem em qualquer processo, mas é preciso saber se essas falhas chegaram a ser tão graves assim, a ponto de anularem a eleição. Após sair do encontro, o presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, afirmou, sem arrodeios: “Não foram encontrados votos piratas”.
Quando perdeu, Maurício Rands disse que João se elegeu com votos piratas. Está provado que isso foi discurso de derrotado. E porque anularam? Porque o PT majoritário de Pernambuco, com a anuência do governador Eduardo Campos, quer se livrar de João da Costa a qualquer custo.
A ordem é massacrá-lo, golpeá-lo, desmoralizá-lo. Não se pode concluir de forma diferente. É o PT cassando o próprio PT. Sem motivos. Não querem João da Costa em cima de argumentos falhos e mentirosos.
Argumentam que sua rejeição é irreversível e que ele não se reelege. Em 2004, quando disputou a reeleição, João Paulo tinha percentuais bem maiores de rejeição. Além disso, no Recife, onde Lula se transformou num santo milagreiro, Dilma tem 82% de aprovação e o governador 86%, até um pato manco, com o apoio fechado e o respaldo desses pesos pesados, se elege fácil. Mas como a ordem é dar o golpe, paciência!
Por Magno Martins
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