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O senador Armando Monteiro Neto (PTB) que aparece como alternativa para Prefeitura do Recife e que tem sua candidatura ao governo do estado em 2014 já colocada, vive uma situação inquietante. Está com as passagens nas mãos, mas não consegue embarcar. Com um bom motivo para pensar na Prefeitura do Recife e querer o governo do estado — foi o senador mais votado no interior e na capital, deixando o petista Humberto Costa em segundo lugar - falta a Armando o principal: condições políticas. Se decidir concorrer à prefeitura por exemplo não terá o apoio da Frente Popular. Entre os partidos que estão na busca de uma alternativa à postulação do PT no Recife, certamente só o PP de Eduardo da Fonte ficará com Armando. Isso significa que saindo candidato a prefeito Armando será empurrado para a oposição podendo ser derrotado, o que é um risco grande para quem pretende concorrer à sucessão estadual e desde já com uma restrição de peso. São remotas as chances de Eduardo Campos (PSB) apoiar Armando em 2014, embora se saiba que a política é dinâmica e tudo pode acontecer. O governador joga com muitas cartas, porém se tiver de escolher o seu sucessor fora do PSB é provável que lance mão de um petista. Mais que o PTB de Armando, o PT tem muito a oferecer a Eduardo em termos de alianças nacionais, que é para onde as atenções do governador estarão direcionadas. Sem a benção de Eduardo - o rompimento político entre o governador e o senador é uma questão de tempo - o espaço do senador para 2014 fica bem reduzido. São muitas as leituras sobre o momento de Armando: uns defendem que o senador deve arriscar a eleição para prefeito, outros consideram que ele perdeu o timing na questão da candidatura alternativa e criou uma armadilha para si mesmo, e há quem pondere que talvez fosse mais prudente que ele se contentasse com o status de senador, que é uma grande honra para qualquer um. Agora político que quer crescer tem que ser ousado e saber a hora de dar o pulo do gato.
Por Mariza Gibson do DP

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