Qual o temor de Henry?
Dá pena ouvir o discurso dos pré-candidatos a prefeito do Recife, especialmente o do peemedebista Raul Henry, que nunca assume a sua candidatura. A seis meses das eleições, Henry, apesar de vir ocupando boa parte dos espaços do partido nas inserções de 30 segundos na televisão, continua dizendo que está avaliando o processo.
Que conversa mais velha e cafona! Qual o temor dele em assumir? Dividir? Mas, dividir o que já está aos cacos? Ora, Mendonça Filho (DEM), que também não tem sido firme, não vai abrir para Henry nem este para o democrata.
Então, chegou a hora de cada um confirmar que é candidato, como Raul Jungmann já fez e, igualmente, o tucano Daniel Coelho. Henry e Mendonça talvez ainda estejam imaginando que a tese do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), de que as oposições tenham dois candidatos, venha a vingar.
Não dá mais para se iludir com isso. Jungmann e Daniel não abrem nem para um trem carregado de chumbo e o mesmo pode se dizer do próprio Henry, que quer dar uma de bom moço, sonhando em ser o elo da oposição. Não vai ser agora nem nunca. Por que Mendonça vai abrir sendo o que melhor da oposição aparece situado nas pesquisas? E o que Jungmann tem a perder sendo candidato? Nada. Quanto ao tucano Daniel Coelho, a orientação é nacional e ele já está em campanha.
Por Magno Martins
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