quinta-feira, 5 de abril de 2012




Prenúncio de uma guerra

O cenário de empate técnico em Caruaru, apontado, ontem, na primeira pesquisa do Instituto Opinião, contratada exclusivamente por este blog, sinaliza claramente para uma guerra no principal colégio do Interior. Caruaru está rachada, literalmente, ao meio.

E isso se constata não apenas nos percentuais de intenção de voto, mas também na própria avaliação da gestão do prefeito, pois metade dos entrevistados aprova e metade rejeita. No início da sua gestão, Queiroz enfrentou dificuldades na área de saúde, com greve de médicos e atendimento precário na rede hospitalar do município.

Conhecedor de pesquisas internas feitas pelo Palácio das Princesas, o vice-governador João Lyra Neto (PDT), com quem Queiroz não se bica, chegou a vazar números que apontavam a rejeição da gestão e um cenário desfavorável à reeleição do prefeito.

Foi o estopim para Queiroz não ir à tradicional festa de confraternização de fim de ano do aliado, em dezembro do ano passado, chegando a assumir de público a sua insatisfação.

O prefeito tomou medidas impopulares ainda, como o aumento do IPTU, explorado pela oposição como o maior do Estado, e gerou polêmica na gerência do trânsito, com taxas da zona azul que seus adversários apontam como salgadas. Queiroz, entretanto, teve a mão do governador estendida.

Eduardo está fazendo uma grande intervenção na área de saúde com a construção de um novo hospital, a recuperação do hospital regional e o projeto de tirar do papel uma unidade de saúde exclusiva para mulheres. 
 
Por Magno Martins

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