quarta-feira, 4 de abril de 2012

PERNAMBUCO NÃO GOSTA DE SUPLENTE RICO



Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 4 de abril

Caso seja cassado pela Comissão de Ética do Senado por ofensa ao decoro parlamentar, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) será substituído por um suplente milionário, Wilder Pedro de Moraes, secretário de infraestrutura do governador Marconi Perillo (GO). Aliás, escolher suplente rico para que ele banque as despesas da campanha parece que virou regra no Brasil inteiro. Uns convidam o pai, a mãe, um irmão, um filho. Mas a maioria deseja mesmo é quem tem dinheiro.

Demóstenes Torres está inserido nesta regra. Convidou um empresário goiano, de 43 anos de idade e dono de 26 empresas naquele Estado. Os dois são amigos do contraventor Carlinhos Cachoeira, que ignorou a relação fraterna que tinha com Wilder, o suplente de Demóstenes, e tomou-lhe a mulher, Andressa, de apenas 30 anos, proprietário de uma loja num shopping de Goiânia. Nem o saudoso Mário Covas fugiu a essa regra, pois teve como suplente o milionário Pedro Piva (SP).

Nesse particular, Pernambuco é diferente dos outros estados. Aqui ninguém é suplente porque tem dinheiro. Marco Maciel, que teve três mandatos, pôs na 1ª suplência três lisos – Nivaldo Machado, Joel de Holanda e Gustavo Krause, respectivamente. Jarbas pôs Roberto Freire (1º) e José Arlindo (2º) e, Humberto Costa, Joaquim Francisco. Dir-se-á que o suplente de Armando Monteiro, Douglas Cintra, é um homem rico. Mas ele não foi chamado por ter dinheiro e sim por ser de Caruaru.
 
Por Inaldo Sampio.

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