Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 11 de abril
O prefeito João da Costa sintetizou bem para esta Folha o que haverá no PT do Recife, independente de quem vencer a prévia: uma divisão de consequências imprevisíveis. Ele resistiu ao isolamento em que foi atirado pela corrente política do senador Humberto Costa e está se firmando no partido como sua mais nova liderança. Antes, o PT pernambucano se dividia em dois blocos, um liderado pelo senador e outro pelo deputado João Paulo, agora se divide em três e ele lidera o terceiro.
Ao contrário do que se supunha, João da Costa partiu para o ataque quando a ala Construindo um Novo Brasil retirou o apoio a sua reeleição para apoiar o deputado Maurício Rands. Ele trocou os secretários da CNB sem nenhum estresse e recebeu o apoio de antigos aliados do senador para enfrentar as prévias de 20 de maio: os deputados Teresa Leitão e André Campos e o ex-presidente do partido Jorge Perez. A esses se juntou o deputado Fernando Ferro, bom de fala e também de briga.
O prefeito está nas ruas diariamente, inaugurando obras ou dando ordens de serviço para o início de outras, e parece confiante numa vitória nas prévias. É cedo para se prever quem irá vencer aquela batalha, mas o que ele disse a este Jornal é a pura verdade: ela deixará sequelas. Se ele ganhar, não terá o engajamento do senador Humberto Costa e do seu grupo político. E, se perder, é pouco provável que coloque a “máquina” à disposição do deputado Mauricio Rands. É racha, pois, na certa.
Por Inaldo Sampaio.
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