quinta-feira, 26 de abril de 2012

O MEDO DA DERROTA


 
Por trás da incerteza sobre o vencedor da prévia, João da Costa ou Maurício Rands, o PT tem uma dúvida muito maior: o partido vai ganhar a eleição? Colocada como um recurso para assegurar a vitória nas urnas, posto que a reeleição do prefeito João da Costa seria uma alternativa de altíssimo risco, a possível candidatura de Rands, em que pese o apoio da cúpula partidária, é frágil em termos eleitorais e também pode levar o PT a uma derrota. De tão pessimista, essa leitura poderia até ser creditada a oposicionistas, mas esse prognóstico faz parte de avaliações que setores do partido fazem quando colocam sobre a mesa as suas duas alternativas para a eleição de outubro. Por este ângulo, o PT estaria no mato sem cachorro. Nem mesmo o apoio do governador Eduardo Campos (PSB), da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula salvaria o partido de um vexame eleitoral no Recife depois de comandar a prefeitura por 12 anos consecutivos. A sorte do PT é que na oposição não tem nenhum candidato do tipo arrasa-quarteirão, nem se ver entre os pré-candidatos oposicionistas - Mendonça Filho (DEM), Raul Henry (PMDB), Daniel Coelho (PSDB) e Raul Jungmann (PPS) - disposição para conquistar novos eleitores no roçado petista. Aparentemente, eles se contentam com o que os quatro partidos já têm garantido no universo eleitoral recifense. Por fim restaria avaliar qual o impacto que a candidatura alternativa que vem sendo trabalhada pelo senador Armando Monteiro Neto (PTB) teria junto ao eleitorado recifense. Mas essa é uma novela que empacou nos primeiros capítulos por falta de um bom protagonista.
 
Por Marisa Gibson do DP

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