Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 2 de abril
O prefeito Gilberto Kassab entrou no rol dos grandes líderes políticos nacionais ao recriar o PSD (Partido Social Democrático), que com menos de 1 ano de fundado tem dois governadores, seis vices, 52 deputados federais, dois senadores e cerca de 300 prefeitos, 20 dos quais em Pernambuco. Ele esteve anteontem no Recife para ser oficialmente apresentado aos seus correligionários de Pernambuco pelo presidente regional do partido, André de Paula. E a recepção foi a melhor possível.
Até o final de 2010, Kassab era apenas o prefeito da maior cidade do Brasil depois de uma obscura passagem pela Câmara Federal, eleito que foi pelo finado PFL. Depois, inconformado com o oposicionismo ortodoxo do DEM, sucedâneo do PFL, largou a legenda e partiu para a criação de outra. Era o complemento que faltava para virar líder nacional, dado que a geração de FHC, Pedro Simon e Lula está saindo de cena para dar lugar a um time de cinquentões, ora se aquecendo para entrar em campo.
Estão nesse escrete o próprio Kassab, os governadores Eduardo Campos e Sérgio Cabral e o senador Aécio Neves. Se aparecer outro é zebra, o que na política é sempre possível. O próprio Kassab só é presidente do PSD porque é prefeito de SP e só é prefeito de SP porque foi vice de Serra, que não o queria como seu companheiro de chapa em 2004 por ele ter sido ligado ao malufismo. “Pois ou aceita ele ou então não tem aliança”, decretou Jorge Bornhausen, então presidente do PFL.
Por Inaldo Sampaio
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