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Diario Político
Marisa Gibson
Recife, sexta-feira, 27 de abril de 2012
Força no Nordeste
Alcançando praticamente a unanimidade em Pernambuco depois da reaproximação com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), seu maior adversário que passou a elogiar sua gestão e sua prática política, o governador Eduardo Campos (PSB), que trabalha para ser candidato a presidente da República, passa agora a pontuar em outros estados nordestinos. E começa pela Bahia, um dos mais fortes da região. A concessão do título de cidadão honorário da Bahia a Eduardo, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa daquele estado, não pode ser vista como uma simples homenagem dos baianos. É um palco que foi aberto para o governador pernambucano até porque a concessão de títulos a políticos em casas legislativas exige articulações partidárias. A homenagem foi proposta pelo deputado Cacá Leão (PP) em reconhecimento aos “relevantes serviços prestados ao Nordeste e ao Brasil.” Melhor do que isso impossível. Eduardo começa a ter visibilidade dentro do estado da Bahia, governado pelo petista Jaques Wagner, que teve seu nome incluído entre os possíveis presidenciáveis mas que hoje não passa de uma sombra diante inserção nacional que o governador pernambucano conseguiu a partir de 2010. Agora para ter competitividade na disputa presidencial de 2014 ou 2018, Eduardo tem que ser e mostrar para o Brasil que é um líder no Nordeste e não apenas um governador bem-sucedido. Com um eleitorado caminhando para a casa dos 40 milhões - em 2010 eram 36.727.931 eleitores - o Nordeste garante a eleição de qualquer candidato a presidente da República. Históricamente este celeiro de votos tem sido manipulado pelo poder da máquina do governo federal - foi assim que Lula assegurou a sua reeleição para presidente da República e a eleição de Dilma Rousseff. E esta é a lição: qualquer político que tenha um projeto nacional tem que estar de olhos abertos para o eleitorado do Nordeste e ter visibilidade e muita força na região

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