“Meu Brasil tá querendo Dilma”, dizia parte do refrão de um dos
jingles de campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República. A
frase da musiquinha chiclete resume bem os números apresentado pela
pesquisa CNI Ibope, divulgados nesta quarta-feira, onde a sucessora de
Lula aparece com 77% de aprovação. Se o ex-presidente tinha carisma pra
dar e vender,Dilma ainda não encontrou e, pelo visto, não tem a menor
preocupação em procurar. Apesar da mudança física, com maquiagem e corte
de cabelo modernos, a petista continuou sendo a mesma mulher ríspida e
odiada hoje por boa parte de sua base política.
Dilma provou a todos que não é Lula. A boneca de marionete, que
muitos opositores pensavam, anda, fala, coloca o dedo na cara de seus
auxiliares cobrando metas e vê resultados no governo. Embora não tenha o
mesmo sucesso no campo político. Mas o povo está se lixando para o
insucesso da presidente nesse campo. Afinal, os pesquisados entenderam
bem que os programas sociais e as ações em benefícios das mulheres e
cidadãos de baixa renda são mais importantes do que a briga por cargos
de lideranças partidárias. Dilma enfrentou e ainda enfrenta preconceitos
por ser mulher. Muitos ainda questionam a sua capacidade de gestora e
acreditam que Lula ainda dita as regras por lá (leia-se Planalto).
Outros ainda podem dizer que ela pega carona no sucesso de seus
antecessores, incluindo aí Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o que não
deixa de ser verdade. Mas isso não deve tirar o mérito da petista, hoje
reconhecida internacionalmente e considerada uma das mulheres mais
poderosas do mundo. Dilma tem provado ao eleitorado que deixou há muito
tempo de ser “a mulher de Lula” e passou a ser a mulher do Brasil.
Blog da Folha de Pernambuco
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