Enviado por Ricardo Noblat -
23.3.2012
| 20h03m
Política
Governo Dilma enfrenta vida dura

Foto: Agência Brasil
Blog de Ricardo Kotscho
"Nossa vida será dura daqui por diante...", comentou comigo no domingo um importante colaborador de Dilma que trabalha no Palácio do Planalto.
O amigo nem poderia imaginar o tamanho da encrenca. Ao bater de frente com a base aliada, na passagem do verão para o outono, o governo comprou a maior crise política desde a posse da presidente há 15 meses.
Já não dá mais para esconder que Dilma perdeu o controle da situação no Congresso Nacional e agora sofre uma derrota atrás da outra.
A turma de Sarney, Renan e companhia bela resolveu comprar a briga e pagar para ver, depois que o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) anunciou ter "chegado o momento de novas práticas políticas".
O dia 21 de março de 2012 certamente não será esquecido tão cedo pelos habitantes do Palácio do Planalto. Como se não tivesse a menor ideia da bomba relógio armada no Congresso, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, começou a quarta-feira anunciando tempo bom.
Falando sobre a crise entre Executivo e Legislativo, Carvalho garantiu que "isso está superado". Avaliou que "está tudo ótimo, está tudo bem". E tranquilizou o País: "as coisas estão numa dinâmica muito normal".
Logo em seguida, o Congresso Nacional começou a desabar sobre a cabeça do governo. Sem ninguém prever, a bancada ruralista impôs a primeira derrota ao governo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ao transferir da União para o Congresso a responsabilidade da demarcação de terras indígenas.
23.3.2012
| 20h03m
Política
Governo Dilma enfrenta vida dura
Foto: Agência Brasil
Blog de Ricardo Kotscho
"Nossa vida será dura daqui por diante...", comentou comigo no domingo um importante colaborador de Dilma que trabalha no Palácio do Planalto.
O amigo nem poderia imaginar o tamanho da encrenca. Ao bater de frente com a base aliada, na passagem do verão para o outono, o governo comprou a maior crise política desde a posse da presidente há 15 meses.
Já não dá mais para esconder que Dilma perdeu o controle da situação no Congresso Nacional e agora sofre uma derrota atrás da outra.
A turma de Sarney, Renan e companhia bela resolveu comprar a briga e pagar para ver, depois que o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) anunciou ter "chegado o momento de novas práticas políticas".
O dia 21 de março de 2012 certamente não será esquecido tão cedo pelos habitantes do Palácio do Planalto. Como se não tivesse a menor ideia da bomba relógio armada no Congresso, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, começou a quarta-feira anunciando tempo bom.
Falando sobre a crise entre Executivo e Legislativo, Carvalho garantiu que "isso está superado". Avaliou que "está tudo ótimo, está tudo bem". E tranquilizou o País: "as coisas estão numa dinâmica muito normal".
Logo em seguida, o Congresso Nacional começou a desabar sobre a cabeça do governo. Sem ninguém prever, a bancada ruralista impôs a primeira derrota ao governo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara ao transferir da União para o Congresso a responsabilidade da demarcação de terras indígenas.
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