.Senador disse que não é demérito reconhecer que Pernambuco tem uma economia mais forte.
Cássio fez questão de ressaltar que o
discurso vazio de que a Paraíba não pode ser submissa ao Estado vizinho
tem caráter menor e não ajuda em nada tendo em vista que é essencial que
o Nordeste, e em especial os estados fronteiriços se articulem para o
desenvolvimento de maneira conjunta “óbvio que a Paraíba não será
submissa a nenhum Estado”, disse . O senador declarou que não é demérito
algum para a Paraíba reconhecer que Pernambuco tem uma economia mais
forte e que temos que aproveitar as oportunidades para cada vez mais
desenvolver o nosso território, atraindo cada vez mais empresas, como
tem feito acertadamente o governador Ricardo Coutinho, ao agir em
parceria com Pernambuco.
Integração Cabedelo – Suape
No encontro desta tarde participou também
o vice presidente do Complexo Industrial de Suape, Fred Amâncio e
discutiram formas de aumento da cooperação entre os Portos de Suape e
Cabedelo, inclusive através de visitas técnicas entre as direções dos
portos para estreitar cada vez mais a parceria entre os dois estados,
conforme entendimento prévio com o governador Ricardo que tem
incentivado de maneira absolutamente correta a integração entre os dois
estados.
Cota de Exportação de Açúcar
Também foi tratado na reunião o aumento
da cota de exportação de açúcar para os EUA, “esta é uma injustiça
histórica contra a Paraíba. Hoje a cota é menor do que a produção de
açúcar. Perdemos empregos, impostos e desenvolvimento”, afirmou o
senador que foi buscar o apoio do governador Eduardo Campos neste pleito
de extrema importância para a nossa economia.
Em dezembro do ano passado, o Governador Ricardo Coutinho, e dirigentes
do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool da Paraíba foram
recebidos em audiência, em Brasília, pelo então Ministro da Agricultura,
José Alberto Bento Ribeiro para tratar da questão do aumento da cota de
exportação.
Cássio Cunha Lima anunciou também, que está mobilizando a bancada
paraibana no Congresso Nacional, para alterar portaria do Ministério da
Agricultura (MAPA), que fixa critérios de cotas por Estados para a
exportação do álcool para os EUA. “O atual modelo adotado é
desproporcional, pois a Paraíba fica com apenas 2,56% do total exportado
contra uma média nacional de 8,5%. É um pleito legítimo da indústria,
dos produtores e uma questão de justiça com o nosso Estado”, sustentou o
senador paraibano.
Etanol
Entre 2009 e 2011, as exportações brasileiras de etanol caíram 42,4%,
para 1,5 milhão de toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio
Exterior (Secex) do Brasil. Em 2012, a expectativa é que haja novo
decréscimo. O recuo é justificado por um conjunto de motivos, como a
redução da disponibilidade do produto para exportação, causada pelo
aumento do consumo de etanol no mercado interno e o maior uso da cana
para fabricação de açúcar, além dos persistentes efeitos da crise
financeira internacional nos Estados Unidos e na Europa, que contiveram a
demanda por combustíveis importados.
A legislação energética norte-americana para combustíveis renováveis
prevê a utilização de até 136 bilhões de litros até 2022, dos quais se
estima que o Brasil possa contribuir com exportações de 15 bilhões de
litros de etanol. Já a Comunidade Europeia estima que até 2020, o bloco
alcance uma cota de 20% de energias renováveis no consumo final bruto de
energia e cada país membro atinja a meta mínima de uso de 10% de
energia renovável no setor de transportes. A União da Indústria da
Cana-de-açúcar (Unica), principal associação de usinas do Brasil,
projeta que o consumo europeu ficará entre 15 bilhões e 20 bilhões e
litros – um mercado atraente para o etanol brasileiro.
A área utilizada na produção de cana-de-açúcar na safra 2010/11 cresceu
8,4%, para 8,03 milhões de hectares, de acordo com a Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab). Já a produção de cana subiu menos, 3,4%, para
624,9 milhões de toneladas, em virtude da queda de 4,6% no índice de
produtividade – decorrência da estiagem prolongada na região centro-sul e
da chuva irregular no norte e no nordeste. O Estado de São Paulo, que
concentra 54,23% da área de cana no país, registrou crescimento de 5,5%,
para 4,3 milhões de hectares.
Com os preços do açúcar em alta no mercado externo, as usinas
brasileiras elevaram a fabricação do produto. A produção de açúcar foi
estimada pela Conab em 38,6 milhões de toneladas, 16,9% a mais do que na
safra 2010/2011. Entretanto, a maior parte da cana colhida no país –
53,8% – continuou sendo usada para geração do combustível. A estimativa
para a fabricação de etanol é de 336,2 milhões de litros, com elevação
de 7,5% sobre o período anterior. (com WSCOM Online )
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