terça-feira, 6 de março de 2012

CANDIDATO ALTERNATIVO, SIM; DISSIDENTE, NÃO


Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 6 de março

Coube ao deputado Luciano Siqueira, líder estadual do PCdoB, por meio de uma nota divulgada domingo, ofuscar o brilho da reunião dos partidos da Frente Popular, realizada ontem, sob o comando do senador Armando Monteiro, visando à construção de uma “candidatura alternativa” à prefeitura do Recife. Esses partidos não aprovam a gestão do prefeito João da Costa, que estaria descolada do ritmo de crescimento econômico por que estão passando, hoje, Pernambuco e o Brasil.

Luciano participou da reunião preliminar com o senador – em que foram expostas todas as razões pelas quais seria aconselhável o lançamento de um segundo candidato – e aparentemente concordou com a tese. Segundo esta visão, é preciso oferecer outra alternativa ao eleitor recifense, que se por um lado não gostaria de dar um segundo mandato a João da Costa, por outro não deseja eleger um prefeito que não esteja alinhado com Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos.

Entretanto, depois que o deputado Paulo Rubem definiu esse conjunto de partidos como sendo de “oposição” ao PT, Luciano Siqueira caiu fora. Ele disse que aprovaria o lançamento de um segundo candidato como “tática”, a ser aprovada pelo conjunto da Frente Popular, no sentido de garantir a vitória no segundo turno. Mas como “grupo isolado”, jamais, porque isso seria uma “dissidência”. Foi a primeira baixa registrada nos “alternativos” por conta da infantilidade do pedetista.
 
Por Inaldo Sampaio.

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