terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A POLÍTICA COMO REALMENTE É.

De serpentina e cordão

Foto- Google Imagem

O encontro afetuoso, digamos assim, de Eduardo Campos com Jarbas Vasconcelos, no Baile dos Artistas, deixou um bocado de gente de orelha em pé.

Por mais que os assessores dos dois adversários ferrenhos tentem minimizar os cumprimentos efusivos, com abraços e tapinhas nas costas, é importante lembrar que políticos experientes - como Eduardo e Jarbas - não costumam fazer determinados gestos só por cortesia.

Assim, quem imagina que a visita do governador do PSB ao camarote do senador do PMDB foi uma iniciativa apenas civilizada, não perde por esperar o que vem por aí. Claro que sempre aparecerá alguém dizendo que o encontro dos dois foi como aquela música que diz "esse amor de Carnaval, durou uma canção.." mas isso é pouco provável.

Com a disposição que tem para articular, agregar ou embaralhar para reforçar o grupo que lidera, Eduardo Campos dá sinais de que está interessado em iniciar uma aproximação política com Jarbas Vasconcelos.

De nada vai adiantar a gritaria dos xiitas de ambos os lados porque os políticos são assim mesmo: esquecem as divergências quando uma única convergência é capaz de deixá-los mais fortes nas urnas.

E o que poderia unir esses dois adversários tão aguerridos? O enfraquecimento do PT, para que Eduardo e Jarbas possam ter o poder total na política de Pernambuco.

Enquanto a folia vai ocupando os espaços, não custa lembrar o frevo- canção "Serpentina partida", de autoria de Maximiano Campos (pai de Eduardo) em parceria com o político, empresário e boêmio Arthur Lima Cavalcanti que diz:

Esse amor de carnaval
Durou uma canção
Foi uma serpentina partida
Que você jogou no salão
A vida também é fantasia
Para todo sim existe um não
Hoje você joga serpentina
Amanhã vai jogar seu coração
Você vestida de alegria
E eu na tristeza do salão
Ainda vai chegar o dia
Em que vou reinar no seu cordão.
Por Divane Carvalho

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