quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

EDUARDO, O HE-MAN


        

Eduardo, o He-Man


O governador Eduardo Campos (PSB) já definiu os seus candidatos preferenciais pelos quais fará um esforço descomunal para eleger usando a força que detém, hoje, no cenário local. No Recife, vai com a reeleição do prefeito João da Costa, embora o PT continue rachado ao meio.


Neste caso, prevalece é a tese de provar que tem capital político e eleitoral para garantir mais um mandato a alguém que não lhe fará sombra no futuro. Ainda na Região Metropolitana, Olinda e Jaboatão estão na sua agenda.


Na Marim dos Caetés quer reeleger, a qualquer custo, o prefeito Renildo Calheiros (PCdoB), que anda muito mal das pernas, sendo um dos mais reprovados do Estado. Já em Jaboatão, o esforço do governador será muito maior.


Quem imaginava que o deputado João Fernando Coutinho havia transferido seu domicílio de Água Preta, na Zona da Mata, para Jaboatão com o intuito de barganhar a vice do prefeito Elias Gomes (PSDB), delirou. Eleger o aliado socialista em Jaboatão é a consagração de um novo mito.


Na parábola política, a vitória da formiguinha sobre o elefante. Afinal, Coutinho não tem identidade nem vínculos afetivos com o município. Por fim, em Garanhuns o todo-poderoso não abre mão do projeto de eleger Antônio João Dourado, atual prefeito de Lajedo. É ponto de honra, traduz um interlocutor privilegiado do governador.


Eleger postes requer muita gordura para queimar. Na condição de governador mais popular do País, Eduardo acha que pode tudo. É o He-Man, herói das fábulas infantis, que mostra a espada e grita: “Eu tenho a fooooooorça”.

ENVOLVIMENTO ZERO– No caso de Petrolina, o governador manifestou ao mesmo interlocutor que não se envolverá no imbróglio PT x PSB. Ali, a legenda socialista vai com a candidatura do deputado Fernando Bezerra Filho, herdeiro político do ministro da Integração. Mas sem unir a Frente Popular. O PT acolheu o ex-socialista Odacy Amorim, cria política de Fernando Bezerra, o pai. Que lidera todas as pesquisas e diz que não abre nem para um trem carregado de pólvora.

Por Magno Martins

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