sábado, 4 de fevereiro de 2012

DILMA E O ORÇAMENTO DA UNIÃO - ISCA PARA PREFEITO BESTA CONVERSAR BESTEIRAS E VENDER ILUSÕES



Dilma vai dedicar 2012 a quitar as dívidas de 2011, os famosos restos a pagar, R$ 57 bilhões. Para os parlamentares, o recado está dado: as emendas individuais deste ano ficam para a gaveta. Com sorte, saem em 2013.


Todos os anos o governo começa anunciando cortes no Orçamento da Geral da União. Principalmente, quando as projeções do Banco Central apontam o rigor fiscal como um eficaz instrumento do controle inflacionário. E, como o presidente do BC, Alexandre Tombini, é sempre elogiado no Palácio do Planalto pelos acertos — coisa rara vindo da presidente Dilma Rousseff — os cortes virão com força. O governo espera apenas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltar das férias para anunciá-los. A poda promete ser maior do que a de 2011. A previsão, conforme noticiou o Correio, é de cortar R$ 60 bilhões. O efeito, entretanto, se a história se repetir, será mais psicológico do que qualquer outra coisa.
No ano passado, o governo começou o ano cortando R$ 50 bilhões. Ao poucos, Dilma foi abrindo as comportas, uma liberação aqui, uma verba emergencial acolá. Ao final de 2011, feitas as contas, a economia foi de menos da metade: R$ 21 bilhões. Por conta disso, é bem provável, na avaliação de políticos, que o remédio dos cortes não tenha tanto efeito. Até as obras de arte do Congresso e do Planalto já sabem que cortes anunciados no início do ano não são cumpridos à risca. Portanto, enquanto o que os economistas chamam de “mercado” trabalha com um corte de R$ 60 bilhões no Orçamento de 2012, a turma da política calcula no máximo R$ 30 bilhões. 

O problema dos partidos aliados ao governo é onde cortar. E é aí que começa o estresse da classe política. Só as emendas de bancada ao Orçamento deste ano dão conta desse recado e ainda sobra um “troco”. As bancadas estaduais propuseram emendas no valor de R$ 39,1 bilhões. Na avaliação dos políticos, é aí que a tesoura vai pegar. No caso das emendas individuais, algo em torno de R$ 8 bilhões, dos quais menos de R$ 4 bilhões saem do papel, até porque os restos a pagar de anos anteriores terminam ganhando um ar de prioridade sobre o Orçamento anual, especialmente em ano de eleições, quando os prazos para liberação e assinatura de novos convênios são menores.

Do Blog da Denise 
do Correio Braziliense

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