João da Costa e Mendoça Filho se "esbarraram" na festa (Foto: José Accioly/Blog da Folha)
Recém desembarcado de Brasília, onde participou de uma série de agendas políticas e administrativas, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), apesar de estar em “território inimigo” parecia estar bastante à vontade no Baile do Siri na Lata. Também pudera. O petista estava cercado de aliados em seu camarote – estavam presentes s secretários Henrique Leite (Governo), Cláudio Ferreira (Assuntos Jurídicos), André Campos (Turismo) e Renato L. (Cultura) -, estrategicamente posicionado ao lado contrário ao do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) – um dos políticos anfitriões da festa.
João da Costa circulou à vontade no baile, cumprimentou adversários, sorriu, posou para fotos e buscou se confraternizar. Mas, entre um flash e outro, puxava uma conversa ao pé de ouvido com secretários. O primeiro a ouvir foi o de Assuntos Jurídicos, Cláudio Ferreira. E pelas expressões do gestor do Recife, o “papo” não era nada bom.
Durante breve conversa com os jornalistas, o prefeito do Recife tratou de colocar “panos quentes” quanto à indignação do senador Humberto Costa (PT), que à Rádio Folha FM afirmou que não admitirá que partidos da Frente Popular escolham o candidato petista. “O que Humberto quis dizer é que o PT comando o processo e é natural que o partido escolha (o candidato). Não foi assim, de os outros partidos escolheram o candidato do PT. Ele reafirmou a posição do PT”, desconversou o gestor.
Sobre a assertiva do senador de o querer conceder mais tempo ao prefeito para se reabilitar politicamente, João da Costa creditou o gesto a uma “maturidade política”. “Foi o melhor caminho para protagonizar a Frente Popular. Humberto tem suas posições e compromissos (com o PT)”, afirmou o prefeito.
Do Blog da Folha de Pernambuco
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