Do alto de sua avaliação nas pesquisas de opinião, o governador Eduardo Campos parece decretar que o homem que vai continuar cuidando das pessoas no Recife é o mesmo João. E, paradoxalmente, não é o João que lidera as pesquisas de opinião; não é o João que foi fragilizado pela tibieza de sua força política; nem tampouco, o João, responsável pela ação inédita de formar e eleger para a Prefeitura do Recife, um correligionário sem densidade política reconhecida. Nesse jogo de racionalidade peculiar, a despeito de sua disposição para o embate, o deputado João pode estar fora por várias razões substantivas da política; seja pela audácia de uma vitória pessoal imperdoável eivada de excessos de virtuosidades; ou pela não consideração das lições de São Tomás de Aquino quando adverte que excessos, nem nas virtudes. Beneficiado até agora pelos excessos, a decisão passa pelo governador. Transitam pelos interesses conspiratórios e estão presentes no tabuleiro do xadrez do jogo do poder. E nesse campo, contraditoriamente, é o futuro que determina o presente. É a compatibilidade entre a força do leão e a esperteza da raposa que irá definir o destino das pessoas na arena municipal. E João por João, é melhor um João menor, sem complicação. No embate do poder político, o governador tem sido vitorioso em todas as suas contendas.Ganhou todas dentro do PSB. Teve reeleição unânime. No âmbito federal, vem colecionando vitórias. Foi esperneando e se fazendo de rogado que fez o ministro da Integração Regional. Este texto, publicado no Menu Opinião é de autoria do professor Carlos Alberto Fernandes que escreve às segundas feiras neste blog, merece ser lido na íntegra. Do Blog de Magno Martins |
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O GOVERNADOR, O TRATOR E AS CHUVAS DE VERÃO
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