Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 14 de janeiro de 2012
O depoimento do ministro Fernando Bezerra Coelho à Comissão Representativa do Congresso não esgotou o desejo de certas mídias de vê-lo fora do governo. O ministro deu demonstração de força e prestígio ao conseguir levar para Brasília numa quarta-feira de mês de recesso, quando a maioria dos congressistas está viajando com os seus familiares, os pesos pesados dos partidos governistas, acomeçar pelo presidente da Casa, senador José Sarney, que também esteve lá para escutá-lo.
Se o depoente fosse um Pedro Novais, um Alfredo Nascimento, um Orlando Silva,um Wagner Rossi ou um Carlos Lupi, evidente que ninguém de expressão interromperia suas férias para ir ouvi-lo. Mas com o ministro pernambucano foi diferente. Ele mostrou uma força política que talvez nem soubesse que tinha, ouvindo declarações em seu favor de diferentes líderes partidários, entre os quais os senadores pernambucanos Humberto Costa e Armando Monteiro, ambos da Frente Popular.
O governador Eduardo Campos também esteve por trás das articulações,ajudando a mobilizar a base governista para defender o ministro no Congresso. E a sua articulação deu resultado. Além do apoio dos líderes governistas, oministro recebeu a solidariedade de quatro governadores que não são aliados da presidente Dilma Rousseff: Teotônio Vilela Filho (AL), Antonio Anastasia (MG),Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC). Significa que até para Dilma tirá-lo do cargo não seria fácil.
Quem ganhou? – Além do próprio Fernando Bezerra, lucraram com odepoimento dele à Comissão Representativa do Congresso a presidente Dilma Rousseff (que ficou feliz com o seu desempenho) e o PSB, que tem um pré-candidato a presidente que está começando a aparecer.
Quem perdeu? – Ficaram no prejuízo com o depoimento do ministro a ala governista que tinha dúvida sobre sua probidade e os congressista da oposiçãoque compraram a versão dos grandes jornais, especialmente o senador Álvaro Dias(PSDB) e o deputado Rubens Bueno (PPS).
Nocaute 1 – Álvaro Dias (PSDB) sofreu o 1º nocaute de Fernando Bezerra Coelho quando lhe pediu explicações sobre a nomeação de Antonio de Pádua Kherle, sogro do deputado Fernando Filho (PSB), para a superintendência regional do Dnocs. Respostade FBC: a indicação foi do deputado Pedro Eugênio (PT) quando seu filho,Fernandinho, sequer conhecia a filha de Kherle.
Nocaute 2 – A 2ª pancada no lombo do tucano originou-se do seu questionamento sobre a contratação da mulher do deputado Fernando Filho (PSB),Maria Laura, para trabalhar no Porto de Suape. O ministro respondeu que ela começou a trabalhar no órgão em 2007 quando o filho ainda era solteiro. O senador não teve elementos para ir à réplica e foi obrigado a silenciar.
Irrigação 1 – A bancada da oposição não questionou Fernando Bezerra sobre a nomeação do tio dele, Osvaldo, para participar de um comitê na área deirrigação. Achou que não fazia sentido abordar o ministro sobre isto após saber que o ex-deputado não tem qualquer remuneração.
Irrigação 2 – Quem citou o nome de Osvaldo Coelho (DEM), mas de forma respeitosa e não depreciativa, foi o deputado Paes Landim (PI). “Independente de ser seu tio”, disse ele ao ministro, “Vossa Excelência homenageou um grande nordestino que sabe tudo sobre irrigação”.
O depoimento do ministro Fernando Bezerra Coelho à Comissão Representativa do Congresso não esgotou o desejo de certas mídias de vê-lo fora do governo. O ministro deu demonstração de força e prestígio ao conseguir levar para Brasília numa quarta-feira de mês de recesso, quando a maioria dos congressistas está viajando com os seus familiares, os pesos pesados dos partidos governistas, acomeçar pelo presidente da Casa, senador José Sarney, que também esteve lá para escutá-lo.
Se o depoente fosse um Pedro Novais, um Alfredo Nascimento, um Orlando Silva,um Wagner Rossi ou um Carlos Lupi, evidente que ninguém de expressão interromperia suas férias para ir ouvi-lo. Mas com o ministro pernambucano foi diferente. Ele mostrou uma força política que talvez nem soubesse que tinha, ouvindo declarações em seu favor de diferentes líderes partidários, entre os quais os senadores pernambucanos Humberto Costa e Armando Monteiro, ambos da Frente Popular.
O governador Eduardo Campos também esteve por trás das articulações,ajudando a mobilizar a base governista para defender o ministro no Congresso. E a sua articulação deu resultado. Além do apoio dos líderes governistas, oministro recebeu a solidariedade de quatro governadores que não são aliados da presidente Dilma Rousseff: Teotônio Vilela Filho (AL), Antonio Anastasia (MG),Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC). Significa que até para Dilma tirá-lo do cargo não seria fácil.
Quem ganhou? – Além do próprio Fernando Bezerra, lucraram com odepoimento dele à Comissão Representativa do Congresso a presidente Dilma Rousseff (que ficou feliz com o seu desempenho) e o PSB, que tem um pré-candidato a presidente que está começando a aparecer.
Quem perdeu? – Ficaram no prejuízo com o depoimento do ministro a ala governista que tinha dúvida sobre sua probidade e os congressista da oposiçãoque compraram a versão dos grandes jornais, especialmente o senador Álvaro Dias(PSDB) e o deputado Rubens Bueno (PPS).
Nocaute 1 – Álvaro Dias (PSDB) sofreu o 1º nocaute de Fernando Bezerra Coelho quando lhe pediu explicações sobre a nomeação de Antonio de Pádua Kherle, sogro do deputado Fernando Filho (PSB), para a superintendência regional do Dnocs. Respostade FBC: a indicação foi do deputado Pedro Eugênio (PT) quando seu filho,Fernandinho, sequer conhecia a filha de Kherle.
Nocaute 2 – A 2ª pancada no lombo do tucano originou-se do seu questionamento sobre a contratação da mulher do deputado Fernando Filho (PSB),Maria Laura, para trabalhar no Porto de Suape. O ministro respondeu que ela começou a trabalhar no órgão em 2007 quando o filho ainda era solteiro. O senador não teve elementos para ir à réplica e foi obrigado a silenciar.
Irrigação 1 – A bancada da oposição não questionou Fernando Bezerra sobre a nomeação do tio dele, Osvaldo, para participar de um comitê na área deirrigação. Achou que não fazia sentido abordar o ministro sobre isto após saber que o ex-deputado não tem qualquer remuneração.
Irrigação 2 – Quem citou o nome de Osvaldo Coelho (DEM), mas de forma respeitosa e não depreciativa, foi o deputado Paes Landim (PI). “Independente de ser seu tio”, disse ele ao ministro, “Vossa Excelência homenageou um grande nordestino que sabe tudo sobre irrigação”.
Ao arquivo – Fernando Bezerra não se intimidou quando a Oposição lembrou no Congresso que ele responde a quatro Ações Civis Públicas, por improbidade administrativa, todas ajuizadas pelo Ministério Público Federal.
Disse que anteriormente respondeu a outras quatro, todas de autoria do MPF, alusivas à sua passagem pela prefeitura de Petrolina, e todas foram arquivadas.

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