Rivânia Queiroz
Animado com a conversa que teve com o senador Armando Monteiro (PTB), com quem não dialogava desde que se elegeu, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), saiu do encontro desta tarde com a certeza de que as portas não estão totalmente fechadas. Resta ainda a última esperança de que os trabalhistas possam, mais na frente, colocar de lado a tese das múltiplas candidaturas.
“A política é um exercício de esperança”, brincou Armando, reforçando a expectativa do prefeito. O senador disse entender que há responsabilidades comuns entre as legendas que formam a aliança que elegeu o prefeito e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), não deixando de considerar que o processo eleitoral é dinâmico por excelência e que, portanto, reserva situações novas que podem ser avaliadas a qualquer instante.
“Nesse momento temos a compreensão de que devemos buscar também outras possibilidades na Frente, mas isso não nos coloca nenhuma dificuldade de continuarmos conversando, promovendo avaliações do processo, que é dinâmico”.
Armando destacou que na relação com o prefeito João da Costa há três marcas de precedência. A primeira, por ter sido o primeiro partido a apoiá-lo, em 2008, antes mesmo que o próprio conjunto da Frente pudesse ter feito isso. A segunda, por ter sido o primeiro a sair da aliança e, por último, o fato de ter sido procurado para iniciar as conversações. “Algo que deve ser reconhecido. Um gesto de civilidade do prefeito”.
Para Armando Monteiro, o encontro foi importante e franco, uma vez que há entre as siglas os mesmos compromissos com Pernambuco e com o Recife. “Pernambuco vive um momento extraordinário. Temos avançado nos últimos anos. Considerando a trajetória de João da Costa, ele quer contribuir com esse momento, ser agente desse processo de transformação. Então, temos que dialogar sempre, independente dessa aliança episódica nesse processo eleitoral”.
Do Blog do Magno Martins
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