Em uma atitude sensata e mais do que justa com um placar de 65 votos a favor e 7 votos contra o Senado Federal aprovou na tarde desta quarta-feira, 30 de novembro a PEC (PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO) 33/2009 sobre a exigência do diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão.
Na condição de jornalista acompanhei aflitamente a votação, que foi marcada por defesas veementes e por críticas descabidas dos poucos que tiveram o disparate de defender a queda do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Em atitudes corretas partidos como PV, PT, PR, PP, PRB e PSB votaram a favor da PEC 33. Durante os pronunciamentos dos senadores verificamos uma defesa exemplar da exigência do diploma de jornalista por parte de parlamentares como o pernambucano Humberto Costa.
Já em relação aos partidos PSD, DEM e PSDB, componentes da direita brasileira, defensores da política de FHC e críticos efervescentes da gestão Lula decepcionaram ao votar contra a PEC 33. Foi vergonhoso e frustrante assistir senadores como Demóstenes Torres (DEM) e Kátia Abreu (PSD) defenderem a queda do diploma alegando que a sua aprovação iria contra a liberdade de expressão. Porém, vale lembra que a obrigatoriedade do diploma não implica em restringir que as pessoas emitam suas opiniões. Pois os espaços para colaboradores, colunistas e outros continuarão com seus espaços para emissão de opiniões igualmente assegurados.
Como bem definiu em sua fala o senador Antônio Carlos Valadares ´´votar a favor dessa PEC é fazer justiça``.
Regulamentar a profissão de jornalista não embaraça a liberdade de expressão, e sim a fortalece.
É mais do que justo a exigência do diploma para o jornalista. Afinal, você gostaria de ser atendido por um advogado, dentista, médico ou oftalmologista que não tivesse o diploma universitário?
Claro que existem pessoas com o dom de escrever, que não serão atingidos pela exigência do diploma para atuar como jornalista. Pois, os mesmos continuarão a ter seus textos publicados como o faz, por exemplo, o presidente do Senado José Sarney, que não é jornalista formado, mais que escreve para vários veículos de comunicação. Porém, é justo, válido e necessário que seja reconhecida a profissão de jornalista. Pois não é justo que se passe cinco anos em uma universidade apreendendo os conteúdos teóricos e os confrontando com os práticos e ao final seja descartada a validade do diploma.
JORNALISTA COM DIPLOMA. NÓS MERECEMOS, A SOCIEDADE AGRADECE.
Vale lembrar que essa foi a vitória apenas de uma batalha. A guerra continua já essa foi apenas a primeira votação e que a emenda ainda será votada em segundo turno pelo plenário do Senado (e o mais chato é que ainda não existe data definida para essa votação). Se for aprovada em segundo turno no Senado, ai sim vai para a Câmara dos Deputados, onde também terá de passar por dois turnos de votação. E vale salientar que se for modificada na Câmara, volta para nova apreciação do Senado. Para só então entrar em vigor.
Pois é, a guerra é longa. As batalhas são árduas e demoradas. Mais iremos continuar na briga. O jornalista tem que ter sua profissão reconhecida sim. Jornalista só com diploma. A profissão merece, a sociedade agradece.
Melqui Lima - DRT 4867 - PE
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
SENADO APROVA A PEC 33 EM PRIMEIRA VOTAÇÃO, A LUTA CONTINUA
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário