Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 7 de dezembro
Em qualquer lugar do mundo, um presidente da República que trocasse sete ministros no período de 11 meses, seis dos quais por suspeita de corrupção, estaria com a popularidade no fundo do poço. No Brasil, entretanto, isso não ocorreu com Dilma Rousseff, a julgar pela pesquisa do Instituto Exatta divulgada ontem por este Jornal. A pesquisa foi realizada apenas em Pernambuco. Mas é muito provável que nos outros 26 estados a situação seja exatamente a mesma.
Deduz-se pelo resultado do levantamento que o eleitor sabe exatamente separar o joio do trigo. Ele crê que a presidente não é responsável pelos “malfeitos” existentes no governo. Muito pelo contrário, conserva a imagem de governante séria e implacável com a corrupção, apesar de o deputado Roberto Freire considerá-la responsável por tudo que houve no governo até agora pelo fato de ter sido chefe da Casa Civil do governo anterior e aceito as indicações feitas por Lula para o ministério.
Conforme João Batista Matos, ex-diretor regional do Ibope e atual dirigente do Instituto Exatta, pelo menos aqui em Pernambuco o eleitor não debita os casos de corrupção denunciados pela imprensa na conta dela, e sim dos ministros que perderam os seus cargos por envolvimento com irregularidades. Ela cunhou o termo “faxina” para deixar claro perante o país que não compactuaria com a corrupção e essa palavrinha está contribuindo para manter intactos o seu prestígio e popularidade.
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