Efeitos da crise
O Governo disfarça, mas a crise que atinge a Europa e os Estados Unidos já traz reflexos em alguns setores da economia brasileira. Não há recessão explícita, mas quer um exemplo do efeito colateral por aqui? Bastar dar uma olhada no nível de investimentos públicos e nas obras estruturadoras, principalmente no Nordeste.
A transposição do São Francisco, que anda a passos de tartaruga, conforme este blog antecipou e o jornal O Estado de São Paulo confirmou na semana passada, com matéria de primeira página. A ferrovia Transnordestina, embora uma PPA – Parceria Público Privada – também desacelerou, para usar uma expressão do ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho.
Já a refinaria Abreu e Lima, em Suape, ainda roda o pires na Venezuela, chalerando o ditador Hugo Chávez. Os estragos também se observam nos investimentos privados. O estaleiro Atlântico Sul, também em Suape, ainda não colocou um só navio no mar, mas jogou mais de mil trabalhadores no olho da rua, sem dar justificativas aos sindicalistas.
Há pouco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, lançou um pacote de medidas para amenizar as consequências geradas pela crise mundial. Que bateu à nossa parte. Só não ver quem não quer. Ou tem interesses em continuar no faz de conta.
Do blog do Magno Martins
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A CRISE CHEGA AO BRASIL
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