segunda-feira, 2 de maio de 2016

Direto do Facebook de Beto Silva


Quem pode ver isso?


Quem já construiu sabe os preços e a forma de fazer uma boa reforma sem prejuízos e sem perca de tempo.
A comunidade do algodão esta prejudicada com o atraso nas grandiosas obras de reforma do posto de saúde do Algodão. isto mostra a forma de um governo sem estratégia e sem preocupação com o povo, a placa de identificação da obra que é uma coisa obrigatória, mostra o enorme valor da obra e o prazo de conclusão, mas, como nada é transparente nesse governo a data de inicio e fim da obra, como também o firma responsável pela obra não aparece, qual seria o motivo?
Há mais de um ano que esta grande obra prejudica os moradores, que muito tem reclamado da administração que em nada faz pela comunidade do Algodão, que já se considera um bairro de Santa Cruz do Capibaribe.
Quem já comprou material de construção sabe o que é milheiro de tijolos e 5 sacos de cimento, com 3 m³ de areia e uma semana de pedreiros custa muito menos que o valor exposto na placa.
O povo do algodão merece respeito.

Paulo destaca valorização do turismo no Estado


Postado por Magno Martins



A valorização das manifestações culturais pernambucanas como forma de incentivo ao turismo. Foi o que defendeu o governador Paulo Câmara, ontem, em visita ao município de Panelas, no Agreste Central pernambucano. Acompanhado do vice-governador, Raul Henry, o chefe do Executivo estadual prestigiou a 43ª edição da tradicional Corrida de Jericos. Todos os anos, o evento reúne milhares de pessoas vindas de diferentes cidades do Nordeste.

"O turismo em Pernambuco vem se fortalecendo cada vez mais, apesar do momento difícil que estamos passando. E é um compromisso da nossa gestão trabalhar para que esse desenvolvimento aconteça através da geração de emprego e renda para a população", enfatizou Paulo Câmara, completando: "Panelas é um bom exemplo disso. O município promove, há mais de 40 anos, um evento bonito, organizado e muito animado, que atrai cada vez mais pessoas".

Para Jacyara Rosália, proprietária de um estabelecimento comercial no centro da cidade, o evento, além de disseminar a cultura panelense, impulsiona a movimentação e lucratividade do comércio local. “Todos os anos nos preparamos para atender, da melhor forma, os turistas que vêm para o Festival. A expectativa, para nós, comerciantes, é sempre receber mais gente e conseguir zerar o estoque”, pontuou.

De acordo com o prefeito Sérgio Miranda, nesta edição, o Festival recebeu cerca de 100 mil visitantes, durante os três dias de programação. “A cidade é pequena, mas recebe um número três vezes maior que a quantidade de habitantes. Isso é motivo de muito orgulho para nós. Procuramos trabalhar para que os turistas saiam daqui satisfeitos e também para que a população em geral se sinta beneficiada, através do estímulo comercial e turístico, resultando em uma melhoria na qualidade de vida de todos”, ressaltou Miranda. Ao todo, 61 competidores participaram da disputa este ano.

Acompanharam o governador neste evento o secretário estadual de Saúde, Iran Costa; o deputado federal Fernando Monteiro; o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchoa; entre outras autoridades políticas da região.

Jânio Arruda daqui a pouco no Programa Falando de Política

 

Daqui a pouco na Rádio Santa Cruz FM 98.5 estarei participando do Programa Falando de Política com o comunicador Marcondes Moreno.

Aniversariante do dia

Nossos parabéns para Eliane Castro que faz idade nova nesta data.

Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe encaminha doação de terrenos para igrejas evangélicas



O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), visitou na noite desta quinta-feira (28) duas igrejas evangélicas, onde assinou documentos de doação de terrenos para edificação de templos no município.


As igrejas beneficiadas com as concessões são a Adventista do Sétimo Dia, do bairro Neco Aragão, e Assembleia de Deus Ministério Shekinah, do Santo Agostinho.


Ao se pronunciar, o prefeito falou de sua satisfação ao assinar os documentos de doação. “É com muita satisfação que assino as doações desses terrenos, tenho plena convicção que estou fazendo o certo. Ao invés de termos terrenos baldios, teremos locais dignos, que certamente serão de grande valor para população cristã de Santa Cruz do Capibaribe”, disse Vieira.


“O projeto para a construção da Igreja Adventista do Sétimo Dia vai contemplar espaços para atividades sociais do grupo Desbravadores, vai ter salas para orientações e recreações de crianças, capela para realização de palestras e cultos. Este templo servirá não só a comunidade do Neco Aragão, mais toda a cidade”, contou o pastor Paulo César.




A pastora Nilda destacou o valor deste ato para a Igreja Assembleia de Deus Ministério Shekinah. “É um momento ímpar para a nossa igreja, porque ganhamos uma área para edificar o nosso templo. Agradecemos ao prefeito por este ato que vai ficar marcado em nossa história”, pontuou a pastora.

Após os atos de assinatura, os projetos de concessão seguem para a Procuradoria Geral do Município, em seguida serão direcionados para aprovação na Câmara de Vereadores e posteriormente voltam para o prefeito sancionar.

Destination Brasil será lançada no Campo das Princesas


Postado Por João Alberto 


Crédito: Ricardo Fernandes/DP

Paulo Câmara faz evento esta semana, no Campo das Princesas, para lançamento da Destination Brasil, que acontecerá em Porto de Galinhas. Trata-se da mais importante feira de turismoda região, reunindo profissionais de vários países, que virão em busca de opções de turismo no Nordeste.

Do Diário de Pernambuco



Postado Por João Alberto


No Senado: Armando Monteiro Neto deve reassumir seu mandato no Senado, antes mesmo da aprovação da admissibilidade do impeachemet da presidente Dilma Rousseff. Como não vai ficar com a possível posse de Michel Temer, ele decidiu antecipar sua volta.

Cinema: O governador Paulo Câmara prestigia a abertura da 20ª edição do Cine PE, hoje, às 19h,30, no São Luiz. Neste ano, o evento de Sandra e Alfredo Bertini terá a presença do ator pernambucano Renato Góes, que filho como o Santo na novela Velho Chico.Neste ano a sede do festival será no Hotel Sete Colinas, em Olinda

Cadastro: O presidente Jorge Côrte Real lança hoje a nova edição do Cadastro Industrial da Fiepe. Publicação, que completa 60 anos, contempla as principais informações econômicas sobre as indústrias do estado.

Arraes: Antônio Campos lança o primeiro livro sobre seu avô, Miguel Arraes nos eventos do centenário de nascimento do ex-governador. O processo de Anistia Funcional de Miguel Arraes, um importante registro histórico e documental da anistia funcional que o Estado Brasileiro deu ao ex-governador.

Da coluna de Magno Martins


Postado por Magno Martins
Um caminho sem volta

O processo do impeachment da presidente Dilma entra na sua reta final. Hoje e amanhã, a comissão especial do Senado ouve convidados para defender e acusar, nomes aprovados na semana passada pelas bancadas de Governo e oposição. Na quarta e quinta, será lido e discutido o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), pela aprovação do impedimento da petista.

Na sexta, 6, a comissão se reúne para aprovar o relatório, cujo placar já está definido: dos 21 senadores que integram a comissão, 16 votarão a favor e apenas cinco contra. Este é o tamanho do núcleo governista, testado, inicialmente, quando foi contestada a escolha do relator. Na votação, Anastasia teve seu nome aprovado por 16 votos e apenas cinco senadores, do PT, PCdoB e PDT, se posicionaram contra.

Por mais que os senadores governistas façam protestos, tentem procrastinar o máximo, o fato é que não há mais a menor condição de o Governo reverter a tendência de aprovação do relatório também no plenário do Senado, semana que vem, dia 11. Hoje, segundo levantamento do jornal Estado de São Paulo, 51 senadores revelaram que votarão pela admissibilidade.

Os aliados do vice-presidente Michel Temer trabalham, entretanto, para que sejam alcançados 54 votos, já no dia 11, placar exigido para afastar, definitivamente, a presidente na etapa final, contados os 180 dias que terá direito para fazer a sua defesa. Regularmente, são os dois terços exigidos pela Constituição.

Temer e o PMDB estão tão seguros de que o impeachment é um caminho sem volta que algumas medidas de impacto já foram estudadas e definidas para anunciar no dia 12, dia em que Dilma se afasta do Planalto. Entre o que ficou acertado, a demissão imediata de todos os ministros e petistas que ocupem cargos no Governo.

A venda de 49% do controle de algumas estatais, como os Correios, a Infraero e a Eletrosul. Também um plano radical para zerar um rombo nas contas do Governo estimado, hoje, em torno de R$ 97 bilhões, além da redução dos atuais ministérios de 32 para 26. Para tocar tudo isso, Temer já definiu o seu czar da economia, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que terá autonomia para escolher o novo presidente do BC. Meirelles contará com o senador José Serra auxiliando-o na política de mercado externo.

CORTES E DÉFICIT – Para eliminar o déficit de R$ 96,6 bilhões em seu eventual Governo, o vice-presidente Michel Temer recebeu um plano elaborado pela Federação das Indústrias de São Paulo, Fiesp. A proposta passa por cortes, cancelamento de reajustes do funcionalismo, venda de parte de empresas estatais e mudanças na Previdência. Inclui corte de 68% nos investimentos no Orçamento de 2016 e corte de 25% nos gastos de custeio, que envolve material de consumo, diárias, passagens e serviços.

CREUZA E NINHO DEPUTADOS -
 Na hipótese dos deputados Raul Jungmann (PPS) e Augusto Coutinho (SD) virarem ministros no Governo Temer, respectivamente de Defesa e Trabalho, como tem sido especulado, assumem suas vagas como quinto e sexto suplentes na bancada federal pernambucana a ex-prefeita de Salgueiro, Creuza Pereira (PSB), e o ex-prefeito de Igarassu, Severino Ninho (PSB). O ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, também tem chances de conquistar um mandato de federal se Mendonça Filho emplacar o Ministério da Educação.

Duas pastas tucanas - No âmbito do PPS, a preferência do núcleo paulista para o Ministério recai no nome do deputado Roberto Freire, mas o espaço não seria a Defesa e sim Cultura. Na seara do PSDB, que já indicou José Serra para Relações Exteriores, o segundo ministro tucano seria o deputado pernambucano Bruno Araújo. Na divisão do bolo sobraria para ele Ciência e Tecnologia ou Direitos Humanos. Aécio Neves não quer indicar ninguém de Minas nem da bancada mineira no Congresso.

Lula citado - Em suas alegações finais ao Conselho de Ética do Senado, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) diz que foi “explorado para benefícios de terceiros” e cita o ex-presidente Lula e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró. Delcídio responde a um processo no colegiado por suposta quebra de decoro por ter sido flagrado em uma gravação negociando um plano de fuga para o ex-diretor da estatal, alvo da Operação Lava Jato. No documento, protocolado na sexta-feira passada, a defesa classifica a representação apresentada no conselho contra Delcídio de “fantasiosa”, “confusa” e “estapafúrdia” e pede a anulação do processo alegando não haver provas.

Aval republicano -
 Deputado federal licenciado, o secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, votou, ontem, na convenção nacional do PR, em Brasília, na chapa consensual, encabeçada pelo ministro Antônio Carlos Rodrigues (Transportes). E ganhou do novo comando republicano carta branca para fazer as mudanças da executiva estadual na condição de novo presidente do diretório pernambucano. Sebastião também vai avançar nas composições em relação às eleições municipais nos principais colégios eleitorais.

CURTAS

VINGANÇA - O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) afirmou durante evento da Força Sindical no Dia do Trabalho, em São Paulo, que o anúncio do "pacote de bondades" que a presidente Dilma Rousseff anunciou "parece vingança" e "tentativa de sabotar Temer". "Esse aumento deveria ter sido feito antes", disse Paulinho da Força. "Agora parece um pouco de vingança e uma tentativa de sabotar o próximo governo”, acrescentou.

NÚCLEO DURO - Depois de definir os integrantes da equipe econômica e do grupo palaciano, Michel Temer vai intensificar as negociações com os partidos para definir o primeiro escalão de um eventual governo. Para o núcleo duro, Temer já escolheu os seus fiéis escudeiros, apelidados de "três mosqueteiros": os ex-ministros Eliseu Padilha para a Casa Civil; Geddel Vieira Lima, para a Secretaria de Governo; e Moreira Franco, para uma assessoria especial que cuidará de privatizações, concessões e PPPs.

Perguntar não ofende: Depois de novas denúncias envolvendo Romero Jucá, Temer ainda o escolherá para o Planejamento?

Próximo a cair, Dilma reajusta o Bolsa Família e corrige a tabela do Imposto de Renda


Postado  por Inaldo Sampaio


Numa atitude desesperada e demagógica, a presidente Dilma Rousseff anunciou em São Paulo, neste domingo (1º), durante ato da CUT pela passagem do Dia do Trabalhador, um reajuste de 9% na Bolsa Família e a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda.

Além disso, tentando angariar apoios contra o impeachment, que deverá acontecer no próximo dia 11, a presidente anunciou a ampliação de cinco para 20 dias da licença-paternidade para os funcionários públicos federais.

Qualquer cidadão de bom senso deve está-se perguntando: por que não corrigiu antes a tabela do IR, sabendo-se que ela está defasada em mais de 50%? Demagogia pura e tentativa de inviabilizar, neste momento, o governo de Michel Temer.

O ato político organizado pela CUT ocorreu no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, e reuniu milhares de pessoas.

Foram vistos no palanque os ministros Aluizio Mercadante (Educação) e Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

O senador Humberto Costa (PT) e a deputada Luciana Santos (PCdoB) ficaram no ato do Recife.

Da Coluna de Inaldo Sampaio


Um partido sem dono e sem líderes
Postado  por Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado –
O último consenso no PSB foi a tese da candidatura própria à Presidência da República

O PSB é um partido sem dono e igualmente sem líderes. Sua última grande liderança foi o ex-governador Eduardo Campos, que sabia conviver com todos e construir consensos quando entendia ser necessário. O último consenso partidário foi a candidatura própria à Presidência da República. Os irmãos Ciro e Cid Gomes discordaram dessa tese e foram convencidos pelo próprio Eduardo a deixar a legenda para que ela se apresentasse aos eleitores sem dissidências. Hoje, sob a presidência de Carlos Siqueira, o PSB não consegue consenso em torno de nada. Dividiu-se quando foi chamado a decidir se engrossaria ou não o bloco de oposição ao governo Dilma e quando teve que encarar a tese do impeachment da presidente da República. Agora, para fechar o ciclo dos “não consensos”, uma ala do partido deseja participar do governo Michel Temer, e outra – liderada por Paulo Câmara e Geraldo Júlio – defende apoio ao novo governo, “mas sem cargos”.

Ministros – A “imaginação criadora” de nossa imprensa já escalou 8 pernambucanos para o ministério de Michel Temer: Roberto Freire (PPS), Cristovam Buarque (PPS), Raul Jungmann (PPS), Mendonça Filho (DEM), Jarbas Vasconcelos (PMDB), Augusto Coutinho (SD), Raul Henry (PMDB) e Fernando Filho (PSB). Se dos oito confirmar-se pelo menos um, Pernambuco agradecerá.

Corte – O prefeito afastado de Gravatá, Bruno Martiniano (sem partido), ajuizou ação contra o Governo do Estado numa vara da Fazenda Pública da capital por estar sem receber salário desde a intervenção. O interventor Mário Cavalcanti cortou o salário dele e do vice-prefeito Rafael Prequé (PRB).

Bíblia – O deputado Odacy Amorim (PT) não participou do ato público que se realizou sábado (30) em Petrolina em defesa do mandato de Dilma Rousseff por obediência à sua religião. Ele é adventista de 7º dia.

Quarteto – A oposição ao futuro governo Michel Temer será exercida no Congresso por quatro partidos: PT, PCdoB, PDT e PSOL. A Rede de Marina ainda não clarificou sua posição, mas poderá ser o 5º.

Volta – Peru foi o último país a ser visitado oficialmente pelo ministro Armando Monteiro (Indústria e Comércio Exterior), que vai retornar ao Senado na próxima semana para votar contra o impeachment.

Expulsão – O PDT já instalou processo de expulsão contra os seis deputados federais que desafiaram a orientação do partido e votaram pelo impeachment de Dilma Rousseff. W0lney Queiroz (PE), disciplinado, seguiu o presidente Carlos Lupi. O deputado Mário Hering perdeu a direção do PDT-MG.

Ordem – Réu no processo do mensalão, o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP) continua com o controle do Partido da República (PR). Partiu dele a determinação para que Anderson Ferreira fosse substituído na presidência do partido em Pernambuco por Sebastião Oliveira, por ter votado a favor do impeachment.

Aperto – Paulo Câmara aceitou a sugestão dos secretários Márcio Stefanni (Fazenda) e Milton Coelho (Administração) para que, a partir de junho, o salário dos ocupantes dos cargos em comissão e funções gratificadas seja pago no dia 12 do mês seguinte. A receita do ICMS não está sendo mais suficiente para bancar as despesas com a folha e o Fundo de Participação do Estado (FPE) vai entrar na jogada.

O triunfo da lei


Ricardo Noblat

Qualitativamente, este impeachment é superior ao que derrubou o presidente Fernando Collor. E por diversas razões.

A mais relevante: nunca antes neste país discutiu-se tanto, e por tantos meios, e com tamanha liberdade e energia, a deposição de um presidente eleito pelo voto popular.

E até aqui, um só cadáver não se produziu por causa disso. Sequer um ferido em estado grave. Não é pouca coisa.

Collor caiu porque restou provado que se beneficiou de roubo cometido por terceiros – no caso, o tesoureiro de sua campanha presidencial. O impeachment limitou-se ao aspecto moral.

Mesmo assim, se comparado com os protagonistas do mar de lama descoberto pela Lava-Jato, Collor não passou de um trombadinha, desses que atacam mulheres indefesas no meio das ruas.

Procuram-se indícios e provas definitivas de que Dilma roubou ou deixou que roubassem. Ainda não foram encontrados. Mas isso não significa que inexistam.

Dilma sucedeu na chefia da Casa Civil o ex-ministro José Dirceu, apontado, de início, pelo Supremo Tribunal Federal, como chefe da “sofisticada organização criminosa” que tentou se apoderar de parte do aparelho do Estado.

Em seguida, o Supremo derrubou a acusação e Dirceu acabou condenado apenas por corrupção ativa. O país da jabuticaba passou a ser também o país da “sofisticada organização criminosa” sem cabeça.

O escândalo do mensalão não deu lugar ao escândalo do petrolão. Tratou-se de uma coisa só – a cobrança de propinas para financiar campanhas de partidos e enriquecer seus líderes.

Dilma foi chefe da Casa Civil de meados de 2005 a meados de 2010, quando deixou o cargo para disputar a sucessão de Lula. No mesmo período, chefiou o Conselho de Administração da Petrobras.

E apesar disso, teima em dizer que jamais ouviu falar em mensalão, tampouco petrolão. O mensalão foi denunciado um pouco antes de ela chegar à Casa Civil. O petrolão, enquanto já era presidente.

O pedido de impeachment de Dilma não fala em crime de corrupção. Fala apenas em “pedaladas fiscais” – gastos além da conta, sem autorização do Congresso e mediante empréstimos descaracterizados tomados em bancos oficiais.

Mas o reconhecimento de que a corrupção foi uma das marcas do período de Dilma orientou o voto dos deputados e orientará o dos senadores.

Bem como a opção pela mentira pura, descarada, como recurso para se reeleger. Fora a desastrosa gestão econômica responsável, entre outras coisas, por 11 milhões de brasileiros desempregados, e uma recessão por dois anos consecutivos.

Tudo isso vem sendo discutido desde a aceitação, no ano passado, do pedido de impeachment. E assim será até o seu desfecho nos próximos meses.

O que testemunhamos está longe de se parecer remotamente com um país às vésperas de uma ruptura política e social. Não houve golpe. Não há golpe em marcha. Não haverá golpe.

Como não houve golpe quando o PT pediu o impeachment de Sarney, do ministro da Fazenda Dilson Funaro, de Collor, de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso (esse, duas vezes).

Uma democracia capaz de resistir a tantos abalos, frustrações e a dois processos de impeachment em 26 anos, não é uma democracia doente, muito menos em estado terminal.

Pelo contrário. É robusta. Imperfeita, é claro, como toda democracia jovem e em construção. Mas que saberá conviver com o inconformismo dos derrotados.

Não há salvação fora da lei.



Moreira acusa Dilma de ‘propaganda enganosa’


Josias de Souza


Em tempos de impeachment, o país respira uma atmosfera que faz lembrar a temporada eleitoral. Neste domingo, Dia do Trabalhodor, Dilma Rousseff anunciou numa festa da CUT o reajuste de 9% no valor dos benefícios do Bolsa Família. Aproveitou para insinuar que Michel Temer trama retirar 36 milhões de pessoas do programa caso assuma a Presidência. Welligton Moreira Franco, amigo e futuro integrante da equipe de Temer, respondeu com acidez: “A presidente Dilma Rousseff insiste na manipulação e na propaganda enganosa”, anotou Moreira, em mensagem no Facebook.

Nesta segunda-feira, a equipe de Temer deve divulgar o documento ‘Travessia Social’, que expõe os objetivos de um provável governo Temer para o setor. “A proposta da Travessia Social é manter o Bolsa Família para todos! E melhorar para os 5% mais pobres”, escreveu Moreira.

A clientela do programa não era brindada com um reajuste desde meados de 2014. A inflação acumulada desde então roça a casa dos 20%. Moreira ironizou: “O último aumento dado pelo governo foi em junho de 2014, véspera das eleições e sem considerar a inflação. E só agora, anuncia um novo reajuste. O povo não é bobo!”

Prestes a assumir a Presidência caso o Senado aprove o afastamento de Dilma por até seis meses no dia 11 de maio, Temer vinha se equipando para anunciar o reajuste do Bolsa Família nos primeiros dias de sua gestão. Sem esperanças de se manter no cargo, Dilma antecipou-se ao vice. Fez isso sem dizer de onde sairá o dinheiro para custear a nova despesa.

Dilma afagou também a classe média, anunciando uma correção de 5% na tabela do Imposto de Renda sobre Pessoa Física. Sobre isso, Moreira silenciou.

Lula deve desistir de cargo para evitar demissão


Josias de Souza



Lula foi aconselhado por amigos a desistir do cargo de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Sensibilizou-se com a ponderação de que não pode se submeter ao constrangimento de ser exonerado por Michel Temer caso o Senado aprove o afastamento de Dilma Rousseff.

Até 17 de março, Lula era apenas um ex-presidente da República. Nesse dia, assumiu a condição de vexame ao ser anunciado, em cerimônia no Planalto, como ministro de Dilma, a sucessora que ele fabricou, elegeu e reelegeu. Alegou-se que Lula seria coordenador político. Em verdade, fugia da caneta de Sérgio Moro.

Decorridos dois meses e meio, Lula ainda não conseguiu sentar na poltrona. Sua nomeação foi suspensa por uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF. Há 12 dias, o Supremo adiou, sem prazo determinado, o julgamento da legalidade do ato de Dilma. O procurador-geral Rodrigo Janot defende a anulação.

Estima-se que o Senado aprovará na semana que vem o afastamento de Dilma por até seis meses. Temer assumirá a Presidência com plenos poderes. Já escolheu o amigo Eliseu Padilha para ocupar a poltrona que Lula não conseguiu esquentar. Daí a discussão sobre a necessidade de Lula se antecipar ao impeachment.

De um modo ou de outro, Lula perderá o privilégio de foro. Ficará sem efeito um despacho do ministro Teori Zavascki, que mandara subir de Curitiba para o Supremo os inquéritos contra Lula, até que fossem dissolvidas as dúvidas quando à legalidade de sua nomeação.

Lula ficará novamente submetido aos rigores de Sérgio Moro. E não será o único petista a entrar no raio de ação do juiz da Lava Jato. Sem os respectivos cargos, os ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Edinho Silva (Comunicação Social da Presidência) migrarão de Brasília para a ‘República de Curitiba.’

domingo, 1 de maio de 2016

Aniversariante do dia

Nossos parabéns para Valmir Cintra que faz aniversário nesta data.

O “brinquedinho” de Neymar


Postado Por João Alberto 


jatinho

O atacante Neymar aumentou os seus bens no fim do ano passado. O jogador acertou a compra de um jatinho avaliado em 9 milhões de dólares (aproximadamente R$ 37,5 milhões pela conversão feita no dia da compra). A Aeronave, segundo O Globo, foi adquirida de um brasileiro e paga em moeda nacional (reais). O dinheiro saiu de conta corrente do comprador para a conta corrente do vendedor. O avião é um Cessna 680 e foi comprado no nome da empresa do jogador, a Neymar Sport e Marketing, com garantia hipotecária da Bir Participações

AP vai divulgar Pernambuco em Portugal

Frase do dia

Eu quero entrar para a história.

Michel Temer

Charge do dia


Belo, recatado e do lar!



Josias de Souza






– Charge do Paixão, via Gazeta do Povo.

Euforia e realidade

Postado por Magno Martins




Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

As primeiras notícias do governo Temer foram recebidas com festa e euforia pelos porta-vozes do PIB. O ainda vice-presidente promete um choque liberal na economia, com redução drástica dos gastos públicos e do tamanho do Estado.

Um novo plano elaborado por sua equipe fala em mudar a lei de licitações e em privatizar "tudo o que for possível". O anterior, batizado de "Ponte para o Futuro", defende a flexibilização das leis trabalhistas, o fim das despesas obrigatórias com a saúde e a desvinculação do salário mínimo aos benefícios sociais.

É difícil imaginar que algum candidato fosse eleito no Brasil com uma agenda assim, que faria corar muitos tucanos. Mas isso não vem ao caso, porque Temer não terá que consultar o povo para vestir a faixa.

Cada um é livre para torcer pelo projeto que lhe pareça melhor, mesmo que a preocupação com o próprio bolso venha antes do resto. No entanto, a prudência recomenda um olhar atento aos personagens do novo regime, e um exame mínimo da viabilidade de suas promessas.

Quem sonha com uma máquina pilotada por técnicos apartidários, e livre dos vícios da era petista, vai acordar num país governado por deputados do PMDB e assemelhados.

A propaganda do corte de ministérios já começou a fazer água. Ontem a Folha noticiou que o vice desistiu de reduzi-los a 20 para acomodar partidos que votaram pelo impeachment. A conta subiu para 26 e ainda deve aumentar até a posse.

Há riscos de retrocesso em outros setores. A bancada evangélica, que se uniu para derrubar Dilma Rousseff, agora apresenta a fatura. Na quarta, Temer recebeu e orou com o pastor Silas Malafaia, conhecido pela pregação ultraconservadora na TV.

Ele cobrou o fim da distribuição de material didático que ensina as crianças a respeitarem a diversidade sexual. Dois dias depois, vazou-se que o vice deve entregar o Ministério da Educação ao DEM, que abriga os políticos da igreja do pastor.

Dilma aumenta valor do Bolsa Família neste 1º de maio


Postado por Magno Martins



Decisão será tomada mesmo com o alerta de que não há espaço no Orçamento

O Globo - Catarina Alencastro e Cristiane Jungblut

A presidente Dilma Rousseff anunciará neste domingo, em evento do Dia do Trabalho em São Paulo, um aumento escalonado nos benefícios do Bolsa Família. Segundo auxiliares da presidente, o reajuste será feito por faixas. O maior percentual será de cerca de 5%. Dilma, que está reunida com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, no Palácio da Alvorada, estuda ainda correção das faixas do Imposto de Renda. A decisão de aumentar o benefício ocorre após o secretário do Tesouro, Otavio Ladeira, afirmar que não há espaço fiscal no Orçamento para a medida.

Assessores da presidente reconhecem que o “dinheiro é curto”, mas que, apesar das restrições financeiras, Dilma optou por fazer um reajuste “significativo”. Segundo um auxiliar, a presidente tem ordenado aos ministros que reforcem marcas da área social do governo, dando a “sinalização devida de que não pode haver retrocessos”. Fontes do Planalto têm afirmado que Dilma não promoverá, com o aumento, um rombo nas contas públicas. O impacto dessa medida será de no máximo R$ 1 bilhão.

— Não se está promovendo nenhum rombo e sim uma reafirmação de prioridades — diz um auxiliar presidencial.