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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

FRASE DO DIA



Humildemente, peço seu voto.


PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, CANDIDATA À REELEIÇÃO

CHARGE DO DIA

POLÍTICA 2014



ELEITORES JÁ PODEM CONSULTAR O LOCAL DE VOTAÇÃO




Os eleitores que não sabem onde vão votar no dia 5 de outubro já podem fazer uma consulta rápida no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa pode ser feita a partir do nome completo do eleitor ou com o número do título eleitoral.

O site também informa onde pessoas que votarão no exterior ou solicitaram voto em trânsito deverão comparecer. Nesses casos a votação será só para o cargo de presidente da República. Para receber os votos em trânsito 216 seções foram criadas. Quem preferir também poderá fazer a consulta por meio de aplicativos que podem ser baixados gratuitamente emsmartphones que utilizam sistema iOS ou Android.

Segundo a Justiça Eleitoral, as seções no exterior funcionarão nas sedes das embaixadas, em repartições consulares ou em locais onde existam serviços do governo brasileiro. As missões diplomáticas ou repartições consulares comunicarão aos eleitores votantes no exterior o horário e o local da votação. Apenas os eleitores que estiverem com nome no caderno de votação da seção eleitoral poderão votar.

O eleitor deve apresentar documento oficial com foto e o título de eleitor. No caso de não comparecimento, deve justificar a ausência. Para isso é preciso preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que pode ser obtido gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, nas páginas da internet do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado e, no dia do pleito, nos locais de votação ou de justificativa. O formulário preenchido deve ser entregue nos locais destinados pelo eleitor, que precisará apresentar um documento oficial de identificação com foto.

Fonte: Blog da Folha

CÂMARA PARTICIPA D CARREATAS NO AGRESTE


(Foto: Wagner Ramos/Divulgação)

Um dia antes de a candidata do PSB, Marina Silva, desembarcar no Estado para cumprir agendas de campanha, os candidatos da Frente Popular ocuparam as ruas de duas das principais cidades do Agreste pernambucano neste domingo (28).

Depois de cumprir agenda no Cabo, os candidatos ao Governo, Paulo Câmara (PSB), e ao Senado, Fernando Bezerra Coelho, comandaram carreatas em Caruaru e Gravatá.

Em Caruaru, ao lado dos candidatos estiveram Ao lado de Paulo e Fernando, estavam o governador João Lyra Neto (PSB) e o prefeito José Queiroz (PDT), além dos candidatos a deputado federal, Wolney Queiroz (PDT), e estadual, Laura Gomes e Raquel Lyra (ambas do PSB).

Já em Gravatá, a organização afirmou que cerca de 1,3 mil veículos, entre carros e motos, acompanharam a caravana, que passou pelos principais bairros.

“Eu só tenho a agradecer a vocês por essa recepção. Muito obrigado, Gravatá! Esse carinho todo só fortalece ainda mais a nossa caminhada e o meu compromisso de governar, a partir de 2015, para esse povo. Vocês terão um governador presente no município”, declarou Câmara, em Gravatá.

Fonte: Blog da Folha

AGORA É PAULO

ARMANDO APOSTA NO VOTO CASADO COM DILMA


(Foto: : Alexandre Albuquerque/Divukgação)

Anderson Bandeira
Da Folha de Pernambuco

A pouco menos de uma semana das eleições, o candidato ao governo Armando Monteiro Neto (PTB) apostará todas as suas cartadas para atrair o eleitor para o voto casado com a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). A estratégia para conquistar esses votos, além dos indecisos e reverter às últimas pesquisas na sucessão estadual, nos bastidores do PT e do PTB segue um raciocínio simples. Como a petista vem apresentando uma crescente nas últimas pesquisas de intenção de voto, podendo ganhar já no primeiro turno, a ideia é levar o eleitor a entender que, considerando a vitória de Dilma, Armando Neto, aliado dela, seria a melhor opção para que os investimentos ocorridos nos últimos anos no Estado continuem a chegar.

“Eu acho que há um espaço que Dilma tem aí que, evidentemente, vamos procurar casar esses votos com ela. Acho também que os pernambucanos, gostando ou não dela (Dilma), vão verificar o seguinte: Tudo está o indicando a possibilidade da reeleição de Dilma, todos reconhecem que Dilma e Lula foram importantes para Pernambuco e agora tem que olhar para o futuro”, avaliou o candidato neste domingo (28).

A aposta do petebista é que os eleitores, preocupados com o futuro do Estado e as pesquisas apontando um favoritismo de Dilma, reflitam qual será o melhor arranjo político. “Como é que fica esse alinhamento numa hipótese de eleição de um ou de outro? As pessoas também têm essa compreensão. Qual será o melhor arranjo para Pernambuco”, considerou.

O candidato ao governo também aproveitou a ocasião para voltar a alfinetar o seu adversário Paulo Câmara (PSB) que “esconde certas fragilidades, que são evidentes, na figura e sombra do ex-governador Eduardo Campos”. “Ele precisa se apresentar, mostrar suas próprias credenciais, porque Eduardo não está mais aqui para resolver os problemas amanhã”. Armando Neto também condenou a suposta tutela da família de Campos ao socialista. Para ele não pode ficar para a população que Câmara, “ao perder a tutela de Eduardo, vai ter a tutela da família”. “Porque, a rigor, o governante não pode ser tutelado. O governante tem que ter autonomia. Não pode ficar submetido a uma família, a um grupo”, disparou.

Questionado sobre a utilização da imagem de Campos no último guia eleitoral como direito de resposta, Armando negou que tivesse como interesse comover o eleitorado. Segundo ele, a inserção foi apenas para mostrar que a opinião que os adversários nutrem dele não era a mesma que o ex-governador tinha. Armando Neto que ainda ontem intensificou a sua campanha por municípios da Mata Sul e Agreste do Estado. No sábado, ele focou a agenda somente no Agreste, onde visitou cinco cidades e na oportunidade defendeu não só a manutenção do programa Chapéu de Palha como a revisão do valor repassado pelo governo do Estado.




Fonte: Blog da Folha

NINGUÉM PENSA NO FUTURO

Carlos Chagas

Dentro de uma semana, precisamente, estará sendo escolhido o novo Congresso. Dizia o dr.Ulysses, com humor, que pior do que o atual, só o próximo. A pergunta que se faz é sobre os limites da renovação, em especial na Câmara dos Deputados. É possível que não chegue a 50%. Nos principais partidos, os caciques deverão conservar suas cadeiras, exceção dos candidatos a governador ou ao Senado, aliás, poucos. Indaga-se da hipótese de, desta vez, ser aprovada a reforma política, mas as chances são poucas. Talvez a proibição de doações pelas empresas nas campanhas eleitorais, com o financiamento público ainda indefinido. Jamais a cláusula de barreira para limitar o número de partidos políticos, muito menos o voto distrital e a votação para deputado federal em listas partidárias. Nem a revogação do princípio da reeleição.


O novo Congresso continuará dando sustentação ao palácio do Planalto, qualquer que venha a ser a presidente da República, Dilma ou Marina. A conclusão é de que o governo permanecerá em condomínio com os partidos, funcionando o PMDB como tijolo de sustentação tanto de uma quanto de outra das candidatas. Neste caso, com o PT ao lado e o PSDB na oposição. Naquele, invertendo-se a equação, ou seja, os companheiros na oposição e os tucanos no governo.

Mudará alguma coisa? Nem pensar. Dos programas de assistência social ao orçamento insuficiente, da ineficiência administrativa à insegurança nas ruas, da farra das empreiteiras à indigência dos municípios – o país será o mesmo. Tanto o Congresso quanto o Executivo continuarão olhando para o próprio umbigo, pensando nos próximos quatro anos. Ninguém, em funções de relevo, cogita do que será o Brasil dentro de vinte, trinta ou cinqüenta anos. O futuro não faz parte das preocupações nacionais, até porque os políticos de hoje não estarão mais aqui. Não é problema deles.

Fonte: Magno Martins

RASPANDO O TACHO: PRESIDENCIÁVEIS EM BUSCA DE GRANA


A campanha petista avisou a dirigentes que vai segurar o repasse de dinheiro aos comitês estaduais esta semana. A justificativa é que Dilma determinou uma poupança maior para o segundo turno.

Com estrutura mais modesta, a equipe de Marina já gastou boa parte do que arrecadou, mas confia que o empresariado estará disposto a doar mais para derrotar Dilma.

A campanha de Marina vai reforçar o discurso contra o PT para isolar Aécio. Os pessebistas dirão que a reeleição de Dilma levará ao 'retrocesso' de conquistas dos últimos anos. As informações são de Bernardo Mello Franco, na Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

Fonte: Magno Martins

MARINA HOJE NO RECIFE E CARUARU: INTENSIFICAR CAMPANHA



A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva (PSB), estará em Pernambuco hoje, para uma agende intensa da campanha, destinada a segurar seus índices nas pesquisas no Estado e alavancar ainda mais seu candidato ao governo Paulo Câmara(PSB), que avança para ganhar a eleição, segundo as últimas pesquisas. Na programação estão comícios em Caruaru, onde ela faz seu primeiro ato político nesta campanha, e no Recife.

Em Caruaru está programado que Paulo Câmara fará uma carreata no início da tarde, terminando num comício no marco zero da cidade, no qual, por volta de 17h, estará Marina Silva, após se encontrar com caravana de Paulo Câmara na praça Coronel Porto. Após o comício de Caruaru, Marina volta ao Recife, onde comandará um grande comício no Paço da Alfândega, no Recife Antigo.

Fonte: Magno Martins

COLUNA DA SEGUNDA POR MAGNO MARTINS

A vantagem de Dilma

O crescimento da presidente Dilma aponta para uma reeleição no segundo turno frente à candidata do PSB, Marina Silva, que se traduziu num grande fenômeno logo após a morte de Eduardo Campos, mas acabou perdendo gorduras ao longo da campanha e se fragilizou de forma impressionante.

Pela leitura do Datafolha que saiu neste fim de semana, Dilma mostrou recuperação em todas as regiões do País. Empatou no Sudeste com Marina, no Centro-Oeste também já há empate técnico. Nas outras, Dilma ganha disparado. Dilma agora vence em todas as faixas etárias, inclusive entre os jovens.

A petista também vence em todas as faixas de renda. O fator classista da eleição atenuou-se, o que desintoxica magnificamente o clima da campanha. Todos são Dilma agora, ricos e pobres. Quer dizer, Dilma ultrapassou Marina. Aécio está em primeiro lugar entre os que ganham mais de 10 salários, mas empatado tecnicamente com Dilma.

Dilma cresceu muito fortemente entre as pessoas com maior grau de instrução, em especial aquelas com ensino superior completo, enquanto Marina e Aécio caíram. Nesse ritmo, vai estar liderando também nessa faixa em pouco tempo.

Dilma agora lidera na área urbana, na zona rural, nas grandes cidades, nas pequenas cidades, e nas periferias. Sendo assim, dificilmente perderá a eleição, embora o segundo turno seja uma nova eleição, com tempo de guia eleitoral do mesmo tamanho.

SUCESSÃO SOCIALISTA– O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, saiu derrotado no seu propósito de fazer a eleição da sua reeleição hoje. A pedra no meio do caminho foi o diretório estadual, que fez uma articulação conduzida pelo prefeito Geraldo Júlio e a viúva Renata Campos. A tendência agora é por uma composição, com Amaral presidente e Geraldo Julio na vice.

Federal pela Paraíba– Ex-deputado federal por Pernambuco, o cantor gospel Negão Abençoado, que fez um grande show em Afogados da Ingazeira sábado passado, é candidato a um novo mandato na Câmara dos Deputados, mas desta vez pela Paraíba. Com um vozeirão lindíssimo, seus shows em praça pública arrastam multidões.

Mágoa contida– A candidata Marina Silva está magoada com Aécio Neves, que mirou a presidenciável pelo PSB em seus ataques nas últimas semanas. Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, os aliados do PSB avaliam que as críticas do tucano beneficiaram a candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff. No segundo turno, entretanto, Marina e Aécio se entendem.

Antecipação– O DEM já antecipou que deverá apoiar Marina Silva no segundo turno da disputa ao Planalto contra a presidente Dilma Rousseff. O apoio já havia sido sinalizado pelo presidente do partido, senador Agripino Maia (RN), causando até um mal-estar entre os tucanos. Agripino é coordenador da campanha de Aécio Neves e sabe que o tucano não tem mais espaço para reação.

Falou e resolveu – A voz da viúva Renata Campos foi decisiva para o adiamento da eleição, convocada às pressas e na surdina para hoje, pelo presidente da legenda, Roberto Amaral, para garantir sua reeleição. Outro bombeiro importante foi o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, que brigou com aliados de Marina e está fora da campanha presidencial. Sileno Guedes teve, igualmente, um destacado papel, indo diretamente a Brasília demover Amaral.


CURTAS

DE VOLTA– Na sua volta a Pernambuco, Marina cumpre, hoje, uma agenda dupla em Caruaru e Recife. Na capital, o ato previsto é um comício no Recife Antigo para reforçar os candidatos da Frente Popular – Paulo Câmara (governador) e Fernando Bezerra (senador).

ADESÃO– Aline Mariano, minha esposa, vereadora no Recife, faz amanhã, a partir das 19 horas, no Spettus do Derby, um jantar de adesão pela sua candidatura a deputada estadual. Os interessados nesta cruzada podem adquirir os convites no meu blog ou ligar: 3421.6790 ou 99944888.

Perguntar não ofende: Por que Marina se fragilizou tanto na reta final da campanha?

'Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos'. (Provérbios 14-1)

NA REFREGA DO PSB, AMARAL SE COMPARA A MARINA


Josias de Souza


Na briga para permanecer na presidência do PSB até 2017, Roberto Amaral teve de tourear a capitania de Pernambuco, que se julgava herdeira do posto depois da morte de Eduardo Campos. Em privado, Amaral indagou: se Marina Silva era vice na corrida presidencial e virou naturalmente a cabeça da chapa, porque eu, como vice do Eduardo, não seria seu sucessor natural no comando do partido?

Ante a perspectiva de veto, Amaral bateu o pé. Foi preciso um apelo da viúva de Campos, Renata, para que ele concordasse em adiar a eleição da nova Executiva partidária desta segunda-feira para o dia 13 de outubro. Ainda assim, só topou depois que a resistência pernambucana se conformasse em acomodar o emergente prefeito de Recife, Geraldo Júlio, na vice-presidência do partido.

Para tornar-se vice de Marina com o aval da turma de Pernambuco, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) comprometera-se em apoiar o nome de um pernambucano para o comando do partido. Esqueceu, porém, de combinar com os russos.

Movendo-se abaixo da linha d’água, Amaral arrastou o apoio do PSB de São Paulo (Márcio França), do Espírito Santo (Renato Casagrande), do Distrito Federal (Rodrigo Rollemberg), de Minas Gerais (Júlio Delgado) e de outras praças menores. De quebra, dividiu Pernambuco, atraindo para sua canoa o secretário-geral Carlos Siqueira, ex-operador de Miguel Arraes e de Eduardo Campos.

A turma do contra argumentava: na burocracia partidária, quem só ambiciona o poder sem levar em conta todo o resto erra o alvo. Amaral parece guiar-se por outra lógica: quem não ambiciona o poder vira alvo. Vingando sua estratégia, Amaral interromperá um ciclo de 21 anos de presidências pernambucanas no PSB —primeiro com Arraes, depois com Campos.

DEBATE FOI LUTA NA QUAL MARINA ENTROU COM A CARA

Josias de Souza

O debate presidencial transmitido na noite passada pela Record foi uma espécie de luta de boxe na qual Marina Silva entrou com a cara. Dilma Rousseff esmurrou-a impiedosamente. Aécio Neves desferiu-lhe um par de jabs. Até a nanica Luciana Genro levou-a às cordas. No final, a parte da anatomia de Marina que mais apareceu no vídeo foi seu queixo de vidro.


Anabolizada pelo treinamento do marketing, Dilma foi para cima de Marina já na sua primeira pergunta. “A senhora mudou de partido quatro vezes, mudou de posição de um dia para outro em problemas de extrema importância, como a CLT, a homofobia e o pré-sal. Num debate da Bandeirantes, a senhora disse que tinha votado a favor da criação da CPMF porque achava que era o melhor que se podia ter para a saúde. Qual foi mesmo o seu voto como senadora?”

A pergunta de Dilma ecoava uma propaganda que sua campanha veiculara na tevê ao longo do domingo, como quem prepara uma emboscada. Ecoando o noticiário, a peça demonstrava que, diferentemente do que dissera, Marina votara contra a proposta de criação da CPMF em duas ocasiões. Como as votações ocorreram em dois turnos, ela dissera “não” ao chamado imposto sobre o cheque quatro vezes.

Sem poder negar o inegável, Marina ajustou a declaração que fizera antes. Em verdade, ela endossara o imposto sobre o cheque na votação da proposta que criou o Fundo de Combate à Pobreza, uma iniciativa do ex-senador Antonio Carlos Magalhães. “A composição do fundo seria: recursos da CPMF e dos impostos sobre cigarro”, disse Marina no debate. “Naquela oportunidade, [...] portanto, votei favoravelmente, sim. Eu e o senador Eduardo Suplicy, mesmo com a oposição séria de várias lideranças do PT, que à época diziam que eu estava favorecendo um senador de direita.”

Punhos em riste, Dilma foi à réplica: “Candidata Marina, eu não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF. Nessas quatro vezes a senhora votou não. Isso consta dos anais do Senado. Atitudes como essas produzem insegurança. Governar o Brasil requer firmeza, coragem, posições claras e atitiudes firmes. Não dá pra improvisar. Então, candidata, me estarrece que a senhora não lembre como votou quatro vezes contra a criação da CPMF.”

Abstendo-se de comentar os votos contrários, Marina, por assim dizer, dobrou os joelhos: “Eu me lembro exatamente quando votei a favor. Não tenho a lógica da oposição pela oposição nem da situação raivosa, que não é capaz de dialogar em nome dos interesses do Brasil. E nem da situação cega, que só vê qualidades mesmo quando os defeitos são evidentes. Tive uma prática coerente a vida toda. Defendi, sim, a CPMF para o fundo de combate à pobreza e é mais uma das conversas que o PT tem colocado para deturpar o processo.” Tempo esgotado, cortou um dos apresentadores.

Marina vem dizendo que prefere o debate ao embate. Após assistir à surra da noite passada, um de seus aliados disse que Marina talvez devesse considerar a hipótese de entrar na briga de uma vez por todas. Sob pena de morrer como uma transeunte inadvertida. Em política, quem se entrega ao dilema shakespeariano (to be ou not to be) raramente chega a ser.

Dilma foi aos estúdios da Record orientada para esfregar na cara de Marina as mistificações que, exploradas na propaganda eleitoral petista, puxaram-na para baixo nas pesquisas. “Não se pode usar dois pesos e duas medidas”, fustigou Dilma noutra passagem. “Qual é a posição da senhora a respeito dos créditos para os bancos públicos, o chamado crédito direcionado subsidiado? A senhora sabe a quanto monta esse crédito?”

Além de se converter num ser que se justifica, Marina fazia propaganda dos programas expostos na vitrine eleitoral de sua antagonista: “Eu não só vou manter o crédito dos bancos públicos para o Minha Casa, Minha Vida, para ajudar a nossa agricultura a se desenvolver, como vou fortalecer, sim, os banos públicos. Isso é mais um boato que está sendo dito em relação à nossa aliança, de que nós vamos enfraquecer os bancos públicos.”

Dias atrás, Marina chorou ao comentar os ataques que o petismo lhe faz com o endosso de Lula. De tanto se queixar dos boatos criados na usina de marketing de João Santana, a rival de Dilma corre o risco de se autofragilizar. De resto, candidato que reclama de malandragens dos rivais pode acabar soando como comandante de navio que se queixa do mar.

COM AMARAL, FUTURO DO PSB É SOMBRIO


Coluna Fogo Cruzado – 29 de setembro

Sob a presidência de Eduardo Campos, o PSB elegeu seis governadores em 2010 e quatro prefeitos de capitais em 2012

Sob a presidência de Eduardo Campos, o PSB deixou de ser um partido nanico a partir de 2010 quando disputou a venceu a eleição em seis Estados: Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí, Amapá e Espírito Santo. Em 2012 o processo de crescimento continuou. O partido conquistou 430 prefeituras, entre elas a do Recife, Fortaleza, Belo Horizonte e Cuiabá. Em 2014, viabilizou um candidato à Presidência da República, que seria o próprio Eduardo Campos, para concorrer com Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves. A morte do ex-governador, porém, não impediu que o partido ficasse na luta com a candidatura de Marina Silva, que apesar de ter menos densidade política do que ele deverá ir ao 2º turno com a atual presidente. Sob o comando de Roberto Amaral, entretanto, o futuro do PSB é sombrio, pois é improvável que o partido continue crescendo sob a orientação de um político superado e de difícil trato com os próprios aliados.

O difícil parto pró Amaral

Em que pese os apelos que recebeu para cancelar a reunião do diretório nacional do PSB que estava marcada para hoje, o presidente interino, Roberto Amaral, não cedeu. Bateu o pé e disse que a reunião seria realizada de qualquer jeito. Só após as ponderações da viúva Renata Campos concordou com o adiamento para 13/10, desde que a secção pernambucana do partido se comprometesse a apoiá-lo mediante um documento escrito. Foi uma chantagem que deu certo.

Turrão – Fizeram apelo a Roberto Amaral para adiar a reunião do PSB que se realizaria em SP, na tarde de hoje, os governadores João Lyra (PE), Ricardo Coutinho (PB) e Renato Casagrande (ES), além dos prefeitos Geraldo Júlio (Recife) e Mauro Mendes (Cuiabá) e do senador Rodrigo Rollemberg (DF). Amaral, julgando-se uma grande liderança, não deu bola para nenhum deles.

Vitória – O Nordeste será, de novo, a região que dará a Dilma a maior vitória proporcional do país. Ela tem 55% das intenções de votos na região e venceria Marina, hoje, nos nove estados.

Tempo – Caso haja 2º turno na eleição presidencial, cada um dos finalistas terá 10 minutos de TV. Mas no PSB já há quem pergunte o que Marina Silva fará para ocupar aquele espaço.

Debate – Os dois principais candidatos ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB), foram ao debate da TV Clube conscientes de que ele não lhes daria um voto.

Saldo – Os protestos populares que ocorreram em Pernambuco em junho de 2013 deixaram como saldo político apenas um candidato a deputado estadual: Pedro Josephi (PSOL), que encabeçou a luta pelo passe livre. Depois de Edilson Silva (foto), ele é o preferencial do partido.

Clássico – Mais uma vez, Danilo Cabral (PSB) deve ser o majoritário em Surubim, sua terra, para a Câmara Federal. Mas a disputa entre ele e Mozart Sales (PT) será apertada porque o petista tem o apoio do prefeito Túlio Vieira e do seu antecessor, Flávio Nóbrega, ambos do PT.

Sintonia – Dilma, segundo o Datafolha, ultrapassou Marina em Pernambuco, mas a totalidade dos eleitores que votam nela não está fazendo o mesmo com Armando Monteiro (PTB), que é o candidato do PT. Atribui-se isto ao fato de a maioria das cidades do Sertão, onde a presidente é forte, não ter acesso ao horário político da televisão. Assiste ao guia eleitoral, mas de outros estados.

Memória – O prefeito Geraldo Júlio (PSB) estendeu para o campo pessoal as críticas que faz a Armando Monteiro (PTB), esquecido de que o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã. O exemplo foi Eduardo Campos, que se reconciliou com Jarbas Vasconcelos (PMDB) após 20 anos de briga política e inimizade pessoal. O próprio Eduardo dizia que as ideias podiam brigar; os homens, não.

domingo, 28 de setembro de 2014

ELA TEM FORÇA: ADIOU VOTAÇÃO E FEZ DE GERALDO VICE





Uma ligação de Renata Campos para Carlos Siqueira, o primeiro-secretário do PSB, selou o adiamento da votação que escolherá a nova cúpula do partido. A contragosto, o presidente Roberto Amaral foi convencido a abortar a reunião marcada para amanhã, segundo informa Bernardo Mello Franco, na edição deste domingo da Folha de S.Paulo.

Informa ainda o colunista que o prefeito do Recife, Geraldo Júlio deverá ser o novo primeiro vice-presidente da sigla, com o apoio de Renata Campos. Roberto Amaral será reconduzido à presidência nacional, mas terá que dividir poderes.

A votação, inicialmente marcada para amanhã, destinada a reconduzir Roberto Amaral à presidência nacional do PSB, no lugar que pertencera a Eduardo Campos, vinha se transformando num ponto de discórdia e até ameaça de rebelição dentro do partido. Por aí se vê a importância da interferência de Renata Campos. Veja abaixo a troca de notas partidárias que culminaram com a mudança de data do evento:

De Roberto Amaral:

Prezado amigo

Agradeço, de forma comovida, sua solidariedade. Devo-a pessoalmente, e deve-lhe coletivamente nosso Partido. Recebi, nesse período inumeráveis provas de confiança e apoio. Serei sempre grato. Recentemente, os companheiros de Pernambuco insistiram no adiamento da Reunião do Diretório Nacional que ocorreria na tarde desta segunda-feira. O argumento fundamental era a proximidade das eleições de primeiro turno, e sua eventual repercussão no pleito pernambucano. Hoje, nesta manhã de sábado, o companheiro Carlos Siqueira recebeu de Renata Campos apelo a uma composição unitária. Discuti-o com Carlos, Luiza Erundina, Márcio França e com Milton Coelho que concordaram com o entendimento/compromisso que está resumido no texto que se lê na sequência.

Prezado companheiro Roberto Amaral

Agradecemos sua compreensão concordando com o adiamento da Reunião do Diretório Nacional para o próximo dia 13 de outubro, ocasião em que será eleita a nova Executiva Nacional do PSB. Nesta oportunidade, reafirmamos nosso apoio à sua candidatura à presidente do Partido para o triênio 2014/2017.

Recife, 27 de setembro de 2014
Sileno Guedes
Geraldo Julio

De acordo
Roberto Amaral
Luiza Erundina
Márcio França

Em face de todo o exposto, mantenho minha candidatura, se continuar contando com sua confiança.

Saudações socialistas

Roberto Amaral 

MARINA AMANHÃ EM PERNAMBUCO; RENATA NO PALANQUE

Marina Silva deverá estar amanhã em comício com Renata Campos e três filhos, na Região Metropolitana do Recife, destaca Ilimar Franco na sua coluna do Globo. O objetivo é ampliar a votação em Pernambuco, onde as pesquisas indicam que há empate com a presidente Dilma. E, também, consolidar a posição de favoritismo do candidato da Frente Popular ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara(PSB), que começa a disparar nas pesquisas na frente de seu concorrente, o petebista Armando Monteiro.

Renata vem se constituindo numa voz muito ouvida e decisiva dentro do partido, em nível nacional. Exemplo é sua participação no episódio da reunião que reconduziria Roberto Amaral à Presidência do PSB, decisão que vinha se constituindo no pavio de uma rebelião na legenda, principalmente do segmento pernambucano. Um intervenção da viúva de Eduardo Campos e a situação foi contornada.
 
DO BLOG DE MAGNO MARTINS. 

POLÍTICA 2014





CHARGE DO DIA

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FRASE DO DIA



Aécio se recusou a fazer oposição. Em vez de criticar o PT, preferiu se dedicar à disputa com Marina.

WALTER FELDMAN, COORDENADOR DA CAMPANHA DE MARINA

A PEDIDO DE RENATA CAMPOS, ELEIÇÃO INTERNA PARA DEFINIR RUMOS DO PSB É ADIADA PARA 13 DE OUTUBRO


Renata leu uma mensagem para os correligionários no ato para reforçar campanha de Paulo Câmara. Foto: JC Imagens

Por Jamildo Melo e Marcela Balbino

Atendendo a um pedido do diretório do PSB em Pernambuco e da ex-primeira-dama Renata Campos, o presidente interino do PSB, Roberto Amaral, decidiu neste sábado (27) adiar a eleição que iria definir a nova executiva nacional da legenda. A consulta estava marcada para a próxima segunda-feira (29), mas a cúpula nacional decidiu postergar para 13 de outubro.

A ala pernambucana da sigla levou a Amaral que a proximidade das eleições, marcada para 5 de outubro, prejudicaria o processo interno do partido.

O telefonema de Renata Campos foi dado na manhã deste sábado. Pregando unidade à sigla, a ex-primeira-dama conversou com o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, e o deputado federal Márcio França (PSB/SP), candidato a vice-governador na chapa do tucano Geraldo Alckmin.

Também ajudou nas articulações o ex-coordenador nacional da campanha socialista Milton Coelho, amigo pessoal de Eduardo Campos que abandonou a campanha após a morte do ex-governador.

Os convencionais de Pernambuco argumentaram que, se a eleição fosse mantida, apenas suplentes poderiam participar da votação, uma vez que governadores e candidatos a governadores estariam na reta final da campanha. É o caso do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, que avisou não poder abandonar a disputa para ir a Brasília participar do processo.

Antes do entendimento, também uma guerrilha jurídica já estava armada. Pelo menos cinco diretórios estaduais, entre eles Pernambuco, Brasília e Paraíba, já haviam produzido pedidos de liminares para adiar a eleição na Justiça. Como a discussão iria se processar ainda na segunda-feira, haveria tempo mais do que suficiente para embargar judicialmente a consulta.

Nos bastidores, a informação era de que a corrente pernambucana do PSB estava se movimentando, caso não houvesse acordo, para criar uma ala de oposição a Amaral. Um dos nomes ventilados era o do vice candidato à Presidência da República Beto Albuquerque para ficar à frente da legenda no âmbito nacional.

A hipótese de lançar outra pessoa, no entanto, foi desconstruída. Em entrevista ao Blog de Jamildo, o presidente da sigla em Pernambuco, Sileno Guedes, afirmou que o sentimento do partido é que Roberto Amaral seja eleito para continuar capitaneando a legenda.

O socialista está há décadas na cúpula partidária e já assumiu o posto de vice-presidente na época de Miguel Arraes e de Eduardo Campos.

Roberto Amaral em conversa com Marina. Foto: Agência Brasil


ENTENDA O PROCESSO – Há uma semana, Roberto Amaral surpreendeu os correligionários ao agendar uma reunião a seis dias do processo eleitoral, com o intuito de escolher o novo presidente do partido, vaga deixada pelo ex-governador Eduardo Campos, que faleceu no trágico acidente aéreo em Santos, no dia 13 de agosto.

Inicialmente, a movimentação dos pernambucanos era lançar o prefeito do Recife Geraldo Julio, com o objetivo claro de ganhar musculatura nacional e dar continuidade ao legado deixado pelo ex-governador Eduardo Campos. Atribui-se o impasse ao fato de o prefeito ter pouco tempo de partido, ele é filiado há apenas três anos e ainda pavimenta a trajetória nacional.

Amigo e aliado do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro de Ciência e Tecnologia, Amaral era contrário à candidatura própria e defendia a manutenção do apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Foi voto vencido.

LEIA A NOTA DE ROBERTO AMARAL, DIVULGADA NO SITE DO PSB:

Prezado amigo

Agradeço, de forma comovida, sua solidariedade. Devo-a pessoalmente, e deve-lhe coletivamente nosso Partido. Recebi, nesse período inumeráveis provas de confiança e apoio. Serei sempre grato. Recentemente, os companheiros de Pernambuco insistiram no adiamento da Reunião do Diretório Nacional que ocorreria na tarde desta segunda-feira. O argumento fundamental era a proximidade das eleições de primeiro turno, e sua eventual repercussão no pleito pernambucano. Hoje, nesta manhã de sábado, o companheiro Carlos Siqueira recebeu de Renata Campos apelo a uma composição unitária. Discuti-o com Carlos, Luiza Erundina, Márcio França e com Milton Coelho que concordaram com o entendimento/compromisso que está resumido no texto que se lê na sequência.

Prezado companheiro Roberto Amaral

Agradecemos sua compreensão concordando com o adiamento da Reunião do Diretório Nacional para o próximo dia 13 de outubro, ocasião em que será eleita a nova Executiva Nacional do PSB. Nesta oportunidade, reafirmamos nosso apoio à sua candidatura à presidente do Partido para o triênio 2014/2017.

Recife, 27 de setembro de 2014
Sileno Guedes
Geraldo Julio

De acordo
Roberto Amaral
Luiza Erundina
Márcio França

Em face de todo o exposto, mantenho minha candidatura, se continuar contando com sua confiança.

Saudações socialistas
Roberto Amaral

Portal PSB 40